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Riscos são assumidos mais cedo em chimpanzés do que em humanos, aponta estudo

Estudo mostra que chimpanzés assumem mais riscos físicos na infância, ao contrário dos humanos, cujo pico de risco ocorre na adolescência

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
A chimpanzee in Uganda. Image by Nigel Hoult via Flickr (CC BY 2.0).
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  • Chimps infantis e jovens mostraram mais propensão a ações arriscadas, como esperar sem segurar galhos ou pular entre galhos, do que adolescentes ou adultos.
  • A análise envolveu 119 chimpanzés com idades entre cerca de dois e sessenta e cinco anos, no Ngogo Chimpanzee Project, em Uganda.
  • O pico de comportamentos arriscados ocorreu até cinco anos de idade, diminuindo conforme a idade avança até a adolescência.
  • Pesquisadores levantam que a busca por estímulo motor pode ajudar no desenvolvimento de habilidades físicas, ainda que aumente o risco de fraturas.
  • Os autores sugerem que o cuidado humano e a infraestrutura social podem reduzir comportamentos arriscados em crianças, explicando por que humanos tendem a se arriscar mais na adolescência.

Em um estudo publicado em iScience, pesquisadores mostraram que chimpanzés tendem a assumir mais riscos físicos ainda como filhotes, diferente do padrão humano, em que adolescentes costumam buscar mais perigos. A pesquisa analisou 119 indivíduos no Ngogo Chimpanzee Project, em Uganda, usando vídeos de 2020 e 2021. O objetivo foi comparar comportamentos entre faixas etárias.

A equipe, liderada por Bryce Murray, avaliou quantos animais soltaram-se de galhos ou pularam sem se segurar. Os dados foram organizados por idade, variando de cerca de 2 a 65 anos, para entender quando o risco é mais frequente.

Resultados principais

Os chimpanzés infantes, com até 5 anos, foram os mais propensos a manobras aéreas perigosas. A tendência diminui com a idade, com menos ações arriscadas na adolescência, que ocorre entre 10 e 15 anos. Observações foram feitas por meio de filmagens no Ngogo em 2020-2021.

Segundo os autores, tal pico de risco pode favorecer o desenvolvimento motor, fortalecendo ossos e habilidades de locomoção. Contudo, excessos podem causar fraturas com consequências no crescimento.

Papel do cuidado humano

Os pesquisadores sugerem que a vigilância parental e a estrutura social humana ajudam a reduzir comportamentos arriscados entre crianças. Ao contrário, chimpanzés não contam com a mesma rede de proteção, o que pode explicar o padrão observado.

As conclusões apontam para uma hipótese central: o cuidado humano pode moderar impulsos perigosos na infância, adiando picos de risco para a adolescência humana, ao passo que chimpanzés mantêm a maior propensão nesses estágios iniciais.

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