- A NOAA informou que o El Niño já começou e deve se intensificar até o fim do ano, podendo ficar muito forte entre novembro e janeiro.
- Há 63% de probabilidade de ocorrer um episódio muito intenso entre novembro e janeiro, o que o colocaria entre os mais fortes desde 1950.
- O fenômeno costuma atingir o auge no fim do ano, mas o calor liberado pelos oceanos pode elevar as temperaturas globais no ano seguinte.
- Eventos de grande magnitude costumam provocar secas na Amazônia, na Indonésia e na Austrália, além de mudanças nos ventos de monção e nos padrões de chuva na região tropical.
- Especialistas, como o Copernicus, apontam que é provável que o El Niño seja forte a recorde neste ano, contribuindo para o aquecimento global já existente.
El Niño já começou, segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA). A agência informou em 11 de que a fase deverá se intensificar até o fim do ano.
A NOAA estima que o fenômeno pode se tornar muito forte entre novembro e janeiro, ficando entre os episódios mais intensos desde o início das medições em 1950.
El Niño é um aquecimento anormal das águas do Pacífico equatorial que altera ventos e padrões de chuva ao redor do mundo, com impactos climáticos regionais.
A divulgação aponta que, no último mês, as condições características do El Niño se fortaleceram, com temperaturas de superfície do mar acima da média no Pacífico.
A agência destaca ainda que há 63% de probabilidade de um El Niño muito intenso entre novembro e janeiro, o que reforçaria o potencial de impactos climáticos globais.
Entre os desdobramentos previstos estão secas na Amazônia, Indonésia e Austrália, mudanças nos regímenes de monção na Índia e alterações na precipitação em áreas tropicais.
Além de elevar temperaturas, o evento tende a retardar a dissipação do calor acumulado nos oceanos, contribuindo para temperaturas globais mais altas no ano seguinte.
Projeções e impactos globais
Especialistas de meteorologia ao redor do mundo sinalizam maior probabilidade de intensidade moderada a forte, com tendência a forte ou até recorde, segundo o observatório Copernicus.
A NOAA reforça que, neste momento, as condições no Pacífico já indicam padrões típicos de El Niño e aquecimento da superfície marinha acima da média.
Observatórios internacionais apontam que o fenômeno deve continuar a evoluir até o próximo trimestre, com monitoramento contínuo de autoridades climáticas.
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