- O estado da neve nos EUA mexe com reservas: o total de água disponível por meio da neve está em níveis recordes; na semana que antecedeu 1º de abril, a Suíça Sierra Nevada teve apenas 4,9 polegadas de equivalente de água na neve (SWE), 18% da média, e as bacias da Colorado River e de outras regiões mostram SWE em torno de 4 polegadas (24% da média).
- Regiões estratégicas registraram quedas históricas de SWE: Great Basin com 16% da média; Rio Grande, 8%; e outras áreas do sudoeste apresentam valores abaixo do esperado para o período.
- O aquecimento de março acelerou o derretimento, levando as bacias a patamares de água ainda mais críticas do que o previsto, e especialistas apontam possibilidade de piora mesmo com a chegada de precipitação.
- As reservas de água enfrentam pressões: Califórnia tem reservatórios perto de superar médias históricas graças a fortes chuvas recentes, mas o derretimento rápido complica o aproveitamento; bacias do Colorado têm reservatórios com níveis baixos, incluindo Mead e Powell, em situações de alerta.
- Há impactos diretos: autoridades já discutem restrições de água em cidades e regiões, e especialistas alertam para temporada de incendios mais longa e adiantada, com perdas significativas de água e maior risco de fogo devido ao calor extremo e à seca.
Norte-americanos enfrentam secas de inverno que deixaram a neve no oeste em níveis históricos baixos. Medições de mantos de neve feitas na primeira semana de abril indicam que o derretimento acelerado em março reduziu acentuadamente o SWE, a quantidade de água contida na neve, ponto crucial para abastecimento de água. O calor extremo do mês passado preocupa especialistas para o próximo período de seca.
Na Califórnia e no estado de Nevada, o SWE está em patamares muito baixos. Sierra Nevada registra apenas 4,9 polegadas de água de neve equivalente, cerca de 18% da média. No alto curso do Rio Colorado, a SWE fica em pouco mais de 4 polegadas, equivalente a 24% da média, insuficiente para repor reservatórios e rios.
A situação se repete em demais basins do oeste, incluindo o Great Basin, com 16% da média, e o Rio Grande, com 8% da média. Mesmo com a possibilidade de novas tempestades, especialistas destacam que o cenário atual é muito pior que anos anteriores, com projeções de novas quedas de neve.
O derretimento rápido de março já provocou impactos práticos. Reservatórios na Califórnia mostram enchimento acima da média histórica, resultado de chuvas fortes, mas a rápida perda de neve dificulta a captação de água. No entanto, a tendência geral aponta para menor disponibilidade de água durante o verão, apesar de a disponibilidade hídrica atual não ser uniforme.
No setor energético, o que não é suficiente para evitar problemas. Os dois maiores reservatórios da Bacia do Rio Colorado, Lake Mead e Lake Powell, estavam com 25% e 33% de capacidade, respectivamente, em 29 de março. Há previsões de novas reduções que podem afetar a geração de energia hidroelétrica e o abastecimento downstream.
Com o início de períodos de restrições, cidades como Salt Lake City, Utah, já anunciaram medidas de conservação de água, com metas de redução de consumo em prédios e na rede municipal. Em Colorado e Wyoming também há estratégias locais de manejo de água, ante a expectativa de menor disponibilidade para agricultura e uso urbano.
Especialistas alertam para um possível prolongamento da temporada de incêndios. A combinação de calor extremo, seca acelerada e vegetação ressecada aumenta o risco de incêndios fora do comum, mesmo sem relação direta um a um com o volume de neve. O avanço das temperaturas preocupa autoridades ambientais e comunidades locais.
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