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Ação legal mira TotalEnergies por expansão de fósseis e metas do Acordo de Paris

Justiça em Paris analisa ação contra TotalEnergies por expansão de fósseis e não alinhamento com metas do Acordo de Paris, com decisão prevista para 25 de junho

Flaring at the Djeno oil terminal, operated by TotalEnergies, in the Republic of Congo. Image by Elodie Toto/Mongabay.
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  • O Tribunal de Justiça de Paris recebe uma ação contra TotalEnergies, movida por 14 cidades francesas, incluindo Paris, e cinco organizações da sociedade civil.
  • A denúncia sustenta que a empresa deve alinhar suas atividades à meta de 1,5°C do Acordo de Paris para evitar impactos climáticos graves.
  • A ação aponta que TotalEnergies registra o maior número de novos projetos de combustíveis fósseis no mundo, incluindo cerca de 30 chamados “bombas de carbono”.
  • Um dos projetos citados é um terminal de LNG em Papua-Nova Guiné, que, segundo especialistas, pode emitir mais de 220 milhões de toneladas métricas de CO2 ao longo de sua vida útil.
  • A ação se baseia na Lei de Dever de Vigilância das empresas, de 2017, e a decisão do tribunal está prevista para 25 de junho.

Um grupo de 14 cidades francesas, incluindo Paris, acionou TotalEnergies junto a cinco organizações da sociedade civil. A ação foi firmada no âmbito da Lei de Dever de Vigilância e começou a ser julgada pelo Tribunal de Justiça de Paris. A defesa aponta incompatibilidade com o Acordo de Paris.

A queixa sustenta que a TotalEnergies mantém o maior conjunto de novos projetos de combustíveis fósseis no mundo. Entre eles, 30 chamados bombas de carbono que ameaçam o objetivo de limitar o aquecimento a 1,5°C. A ação mira apenas projetos ainda em fases iniciais de decisão.

O processo procura que a empresa interrompa projetos de óleo e gás que ainda não passaram pela primeira decisão de investimento. Não são alvo da ação iniciativas já avançadas nos países africanos citados.

Contexto legal

A ação se baseia na Lei de Dever de Vigilância, de 2017, que obriga grandes empresas francesas a mitigar impactos ambientais e de direitos humanos. A norma também cobre filiais, fornecedores e subcontratados da companhia. TotalEnergies figura entre os maiores emissores históricos de gases de efeito estufa.

Justine Ripoll, gerente de campanha da Notre Affaire à Tous, afirma que a demanda busca evidências para convencer os juízes de que a empresa não pode expandir operações fósseis nesse ritmo. A organização coautora da ação participou do processo.

Posição da empresa

Em resposta escrita, a TotalEnergies declarou que impedir a produção de óleo e gás usados hoje é inadequado. A empresa citou projeções da IEA de declínio anual de 6% a 7% na produção sem novos investimentos, contrapondo que a demanda por energia continua alta.

Desdobramentos

O tribunal tem previsão de decidir em 25 de junho. A decisão pode impactar a estratégia da empresa em futuros projetos fósseis. A ação representa um marco no uso da Lei de Dever de Vigilância para responsabilizar multinacionais.

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