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Café inspira movimento climático após uma xícara de chá

Dez anos após o primeiro Climate Café, a rede expandiu‑se globalmente, mantendo espaços de diálogo sobre clima e ações locais de impacto

Jess Pepper, a dark-haired woman in a black sweater and a Climate Café pin badge, stands in front of a the café signage which depicts a coffee mug and a colourful 10-year anniversary graphic.
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  • O Climate Café nasceu em 2015 em Dunkeld, Perthshire, criado por Jess Pepper, como espaço comunitário para conversar sobre clima.
  • A ideia é simples: tomar chá ou café e falar sobre mudanças climáticas, com uma rede global que coordena os cafés ao redor do mundo.
  • Em Dunkeld, ações locais incluíram redução do desperdício de comida e economia de água, resultando em economia de um milhão de litros de água e o prêmio de Vila de Uso Eficiente de Água da Scottish Water em 2019.
  • O movimento já se espalhou para Lagos, Jakarta e outras cidades, mantendo o formato de espaço humano para discutir clima, medos e esperanças.
  • As pessoas destacam que o Climate Café oferece um espaço seguro para falar abertamente sobre a crise climática, conectando comunidades locais e globais.

O Climate Café nasceu em 2015, em Dunkeld, criado por Jess Pepper. O movimento mantém o formato de encontro informal com café e conversa sobre clima, reunindo a comunidade para pensar ações locais.

Ao longo dos anos, o projeto ganhou projeção global. Em Dunkeld e Birnam, Pepper coordena a rede mundial, reunindo pessoas para discutir clima, medos e esperanças de forma aberta e sem juízos.

Expansão global e impactos

A iniciativa já chegou a cidades como Lagos, na Nigéria, e Jakarta, na Indonésia, entre outras. Em cada núcleo, o objetivo é o mesmo: espaço humano para dialogar, ouvir diferentes perspectivas e promover ações locais.

Participantes locais descrevem o Climate Café como oportunidade de unir comunidades. Lachlan McEwan, de Dunkeld, inicialmente teve ceticismo, mas passou a reconhecer o espaço como seguro para expressar opiniões.

Entre ações locais, estão iniciativas de redução de desperdício de comida, com pontos de coleta de excedentes para lares e estabelecimentos. Em Dunkeld, também houve campanhas para reduzir o consumo de água.

A cidade tornou-se referência na região, recebendo em 2019 o prêmio Scotland’s Water Efficient Village, concedido pela Scottish Water, após mobilizar entidades comerciais e residentes para economizar recursos hídricos.

Em Jakarta, Amanda Katili Niode destaca o caráter humano do movimento, que oferece espaço para discutir a crise climática sem exigir especialização, promovendo diálogo sobre preocupações e esperanças.

Lagos traz relatos de que o café-ponte entre pessoas ajuda a entender experiências cotidianas relacionadas ao tema global. Saviour Iwezue ressalta que o espaço vai além da conversa: amplia a compreensão de preocupações diárias.

De Dunkeld aos quatro cantos do mundo, o Climate Café mantém o foco em ações locais com potencial de impacto global. A rede continua a promover encontros regulares, fortalecendo a comunidade e a troca de ideias.

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