- A União Europeia sancionou a Emennet Pasagard, do Irã, e congelou ativos da empresa, citando que mais de 65 mil aparelhos tiveram segurança comprometida entre 2022 e 2023 e atribuindo parte dos ataques ao grupo, além de acusações de disseminar notícias falsas durante os Jogos Olímpicos de Verão de 2024 e de invadir serviços de uma linha sueca de SMS.
- Também foram adotadas restrições a duas empresas chinesas, Integrity Technology Group e Anxun Information Technology, por tentativas de burlar proteções da UE para obter informações particulares com finalidade comercial.
- As medidas são parte de uma resposta coordenada da UE a atividades cibernéticas maliciosas que visam a UE, seus Estados-membros e parceiros, com promessa de cooperação internacional para um espaço digital mais seguro.
- Gigantes de tecnologia — Google, OpenAI, Amazon e Meta — assinaram um acordo coletivo para compartilhar informações e colaborar no combate a golpes, conforme apuração da Axios.
- O acordo proposto, denominado Online Services Accord Against Scams, aproxima empresas e parceiros em um canal dedicado para troca de informações e ações conjuntas contra fraudes.
A União Europeia impôs sanções a quatro entidades ligadas a ciberataques após incidentes envolvendo serviços virtuais. As medidas, anunciadas na segunda-feira (16), restringem relações comerciais com a Emennet Pasagard, do Irã, e com a Integrity Technology Group e a Anxun Information Technology, da China. Além disso, ativos da Emennet Pasagard foram congelados pela UE.
Segundo o Conselho Europeu, a Emennet Pasagard é acusada de roubo de dados de assinantes da revista francesa Charlie Hebdo e de divulgação pública dessas informações. A empresa também é apontada como responsável por disseminação de notícias falsas durante os Jogos Olímpicos de Verão de 2024 e por invasões ligadas a serviços de SMS na Suécia. Entre 2022 e 2023, mais de 65 mil dispositivos teriam tido a segurança comprometida.
Ações semelhantes foram aplicadas à Integrity Technology Group e à Anxun Information Technology, acusadas de tentativas de burlar proteções da UE para obter informações sensíveis que seriam comercializadas. Os ataques cibernéticos são apresentados pela UE como parte das atividades econômicas das entidades restringidas.
O Conselho destacou que a decisão reforça o compromisso da UE e dos Estados-Membros em responder a atividades cibermaliciosas. A cooperação com parceiros internacionais será mantida para promover um ciberespaço aberto, estável e seguro, segundo a nota oficial.
Big Techs avançam em cooperação para mitigar ataques. Google, OpenAI, Amazon e Meta firmaram um acordo coletivo para facilitar o compartilhamento de informações confidenciais entre empresas e parceiros, visando respostas rápidas a golpes digitais. A iniciativa, ainda em discussão, envolve canais dedicados de comunicação entre empresas e autoridades.
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