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Vlogs de demissão viralizam nas redes, com cuidados legais

Vlogs de demissão ganham alcance, mas especialistas alertam para impactos na imagem e na carreira, com necessidade de cautela

Victoria Macedo, de 28 anos, foi demitida da Natura em uma reestruturação da empresa e compartilhou o processo nas redes sociais. — Foto: Reprodução/Tiktok
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  • Vlogs de demissão viralizam, com Victoria Macedo, 28 anos, demitida da Natura, ganhando mais de 1,5 milhão de visualizações no TikTok e abrindo portas para entrevistas de emprego antes mesmo de atualizar currículo ou portfólio.
  • Thaís Borges, conhecida como Thaís do Millenium, de 26 anos, foi demitida em um layoff e viu o conteúdo sobre recolocação ganhar alcance, resultando em contatos de empresas e convites para processos seletivos.
  • Especialistas destacam que a exposição é o ponto sensível: compartilhar aprendizados e trajetória é aceitável, mas revelar detalhes internos ou envolver colegas pode ser arriscado para a reputação e a empregabilidade.
  • Pesquisadora Issaaf Karhawi, da USP, explica que o fenômeno nasce da possibilidade de veicular a vida profissional como narrativa online, com o TikTok impulsionando vlogs autênticos sobre rotina e demissão.
  • Advogados e profissionais de RH alertam que, em casos de conteúdo ofensivo ou violação de confidencialidade, a demissão pode virar justa causa ou gerar ações legais, dependendo do mercado e do contexto.

O que aconteceu: vídeos de demissão, chamados vlogs de demissão, ganharam visibilidade nas redes. Victoria Macedo, 28 anos, postou no TikTok o dia em que foi desligada da Natura. O conteúdo alcançou mais de 1,5 milhão de visualizações.

A repercussão elevou o perfil de Victoria como criadora e abriu portas para entrevistas de emprego antes mesmo de atualizar currículo ou portfólio. Ela estava há quase dois anos na Natura, em um pacote de reestruturação.

Victoria já produzia conteúdo sobre rotina de trabalho no TikTok há tempo. Ela participou de um programa de influenciadores internos da empresa e, ao ser desligada, decidiu explicar aos seguidores a decisão de parar de mostrar o dia a dia na firma.

Tendência em alta

Ao buscar por vlogs de demissão no TikTok, é possível ver vídeos com milhões de visualizações. Especialistas alertam sobre os riscos de expor informações sensíveis ou conflitos internos.

Outro caso destacado é Thaís Borges, conhecida como Thaís do Millenium, 26 anos. Ela foi demitida em uma demissão em massa após mais de uma década de atuação. O conteúdo gerou grande alcance, com contatos para processos seletivos vindo de seguidores.

Thaís já mantinha conteúdos sobre carreira há anos, mas o episódio ampliou o alcance. Ela passou a mostrar a rotina de recolocação, incluindo atualização de currículo e portfólio, mantendo o foco na própria experiência.

Por que o formato funciona

Pesquisadora da USP aponta que o fenômeno reflete mudanças na relação entre vida privada e pública nas redes. O TikTok facilita formatos de vlogs curtos sobre trabalho, atraindo jovens profissionais.

Os vídeos funcionam como uma contra-narrativa aos padrões de redes que exibem conquistas. A emoção e a vulnerabilidade ajudam a atrair engajamento e alcance, segundo especialistas.

Cuidados ao postar

Especialistas em RH destacam a diferença entre compartilhar uma experiência pessoal e expor a empresa. Focar em aprendizados é adequado; divulgar detalhes internos ou conflitos é arriscado.

A advogada trabalhista alerta para riscos legais: gravar dentro da empresa pode violar confidencialidade e compliance. Muitas empresas possuem cláusulas que restringem gravações e divulgação de marca.

Quando pode haver justa causa

O conteúdo ofensivo ou revelação de informações durante o contrato pode levar a uma demissão por justa causa, conforme orientação de especialistas. A avaliação depende de apreciação judicial.

Apesar de não haver legislação específica sobre redes, as regras da CLT podem ser aplicadas ao ambiente digital. A depender da gravidade, a empresa pode buscar indenizações.

O que mais pesa na avaliação

Especialistas ressaltam que viralizar não garante recolocação. A carreira digital demanda consistência e tempo, com equilíbrio entre produção online e empregos formais.

A docente da USP reforça que viralizar apresenta oportunidades, mas não substitui trajetória profissional estável. A forma como o criador lida com a exposição é o que pode influenciar recrutadores.

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