- A vacinação contra HPV foi prorrogada para adolescentes e jovens de 15 a 19 anos até 31 de dezembro, buscando ampliar a proteção e reduzir a circulação do vírus.
- Desde o início da prorrogação, foram aplicadas cerca de 287 mil doses nesse público, sendo 124.172 em meninas e 163.502 em meninos, com imunização gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
- No SUS, a vacina quadrivalente protege tipos 6, 11, 16 e 18; a vacina nonavanente, disponível na rede privada, amplia a proteção para nove tipos do vírus.
- Desde abril de 2024, o Brasil adotou esquema de dose única para adolescentes de 9 a 14 anos; a cobertura nessa faixa é superior a 82% entre as meninas e cerca de 67% entre os meninos, com meta de 90%.
- O Ministério da Saúde destaca que a vacinação precoce oferece maior proteção contra cânceres relacionados ao HPV, reforçando também o uso de preservativos e a importância do acompanhamento médico.
A prorrogação da vacinação contra o HPV amplia a proteção para adolescentes e jovens de 15 a 19 anos até o dia 31 de dezembro. A medida visa alcançar quem não recebeu a dose na idade recomendada, elevando a cobertura e reduzindo a circulação do vírus.
Desde o início da prorrogação, cerca de 287 mil doses foram aplicadas nesse grupo, com 124.172 (meninas) e 163.502 (meninos). O imunizante é distribuído gratuitamente pelo SUS, dentro da estratégia do governo de recuperar coberturas vacinais.
O HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. No Brasil, estima-se que 9 a 10 milhões de pessoas estejam infectadas, com cerca de 700 mil novos casos por ano. A vacinação representa principal forma de prevenção, associada ao uso de preservativos.
A transmissão ocorre principalmente por contato sexual, mas pode ocorrer por pele e mucosas, mesmo sem penetração. Em alguns casos raros, o vírus pode ser transmitido da mãe ao bebê. A maioria das infecções se resolve naturalmente; algumas evoluem para lesões ou câncer.
Segundo o Inca, praticamente todos os cânceres de colo do útero estão relacionados à infecção persistente pelo HPV. O vírus também se associa a cânceres de ânus, pênis, vulva, vagina, boca e orofaringe. A vacinação precocemente oferece maior proteção.
No SUS, as vacinas quadrivalente cobrem tipos 6 e 11 (verrugas genitais) e 16 e 18 (câncer de colo do útero). A versão nonavalente, presente na rede privada, amplia a proteção para nove tipos, podendo prevenir até 90% dos casos de câncer cervical.
Desde abril de 2024, o Brasil adotou a dose única para adolescentes de 9 a 14 anos, conforme OMS e Opas. A cobertura nessa faixa etária supera 82% entre meninas e 67% entre meninos, com meta de 90%.
Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ampliar a vacinação evita doenças preveníveis. Ele destaca que a meta é vacinar 90% das meninas, com a Atenção Primária atuando como fio condutor da política de prevenção.
Segundo o ministro, a rede de mais de 38 mil salas de vacinação atua como espaço de acolhimento, vacinação, testagem e acompanhamento no cuidado de pacientes. A campanha também envolve outros grupos com direito à vacina pelo SUS.
Prevenção
Mesmo com alta eficácia, a vacina não substitui outras formas de prevenção. Mulheres entre 25 e 64 anos devem manter o Papanicolau para detecção precoce de alterações. O uso de preservativos continua recomendado.
Quando há lesões causadas pelo HPV, o tratamento pode envolver medicamentos, cirurgia ou imunoterapia. O acompanhamento médico é essencial para monitorar possíveis recorrências, mesmo após a vacinação.
Nas escolas
A estudante Luana dos Santos, 26, integra uma geração vacinada ainda na escola. Ela relembra ações educativas que acompanhavam a vacinação, explicando o vírus, a transmissão e a importância da imunização para o futuro.
Hoje, já adulta, Luana reforça que a proteção contra o HPV é uma medida de cuidado com a saúde. A extensão da campanha temporária pode beneficiar quem perdeu a oportunidade de se vacinar na idade indicada.
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