- A Justiça de São Paulo recebeu a denúncia na 3ª Vara da Comarca de Presidente Venceslau na segunda (16/6), tornando réus os investigados da Operação Vernix por organização criminosa e lavagem de dinheiro.
- A denúncia envolve Marco Willian Herbas Camanho, o Marcola, familiares e Deolane Bezerra; todos passaram à condição de réus.
- A defesa de Marcola afirmou, em nota (18/6), que adotará medidas para contestar as imputações; o advogado informou que Marcola e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior seguem custodiados em prisão federal de segurança máxima desde fevereiro de 2019.
- A defesa negou envolvimento de Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho nos crimes, sustentando que laços familiares não devem fundamentar acusação criminal.
- Com o recebimento da denúncia, o processo entra na fase de produção de provas e defesa; o pedido de transferência de unidade prisional para Deolane foi negado pela Justiça.
A defesa de Marco Willian Herbas Camanho, o Marcola, e de familiares reagiu à aceitação da denúncia pelo Ministério Público de São Paulo. A Justiça transformou os investigados em réus no âmbito da Operação Vernix, sob os crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. A decisão foi anunciada após recebimento da denúncia pela 3ª Vara da Comarca de Presidente Venceslau, na segunda-feira, 16 de junho.
Segundo a defesa, os réus continuam custodiados em estabelecimento penal federal de segurança máxima desde fevereiro de 2019, com restrições severas de contato. A nota aponta ainda que a ligação familiar não pode servir para fundamentar a acusação.
A defesa também afirma que não houve envolvimento de Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinhos de Marcola, nos crimes apurados. Os advogados prometem contextualizar os elementos patrimoniais na instrução processual com provas sobre a origem das operações.
Entenda a operação e os desdobramentos
A denúncia envolve Deolane Bezerra, influenciadora e advogada, que também teve a denúncia recebida, tornando-se réa ao lado de Marcola e dos familiares citados. Deolane está presa preventivamente desde 21 de maio, em Tupi Paulista (SP). A decisão marca o início formal da ação penal, com produção de provas e defesas em cada parte.
O Gaeco, núcleo de Presidente Prudente, conduziu a investigação. Além das acusações, a Justiça negou o pedido de transferência de unidade prisional feito pela defesa de Deolane. O processo avança para as fases de instrução, sem prévia confirmação de culpa ou condenação.
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