- O Tribunal do Júri de Santo Antônio da Patrulha condenou Diego Gabriel da Silva a 23 anos e 5 meses de reclusão, mais 1 ano de detenção, pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e crimes relacionados a armas; pena em regime fechado e sem direito a recorrer em liberdade.
- A sentença considerou o homicídio qualificado por motivo torpe, pela tentativa de manter a impunidade de outros crimes e pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
- Welington Luiz Rodrigues da Silva foi absolvido da acusação de homicídio qualificado, mas recebeu 1 ano e 15 dias de prisão em regime aberto pela ocultação de cadáver.
- A vítima, Samuel Eberth de Melo, empresário mineiro ligado à revenda de veículos, foi atraído ao Rio Grande do Sul para tratar pendências comerciais e morto a tiros em uma propriedade rural de Santo Antônio da Patrulha; o corpo foi encontrado oito dias depois, escondido em uma área de mata.
- O áudio deixado pela vítima antes de desaparecer foi citado durante as investigações; as defesas afirmaram que recorrerão (no caso de Diego) e comemoraram a absolvição de Welington pela homicídio.
O Tribunal do Júri de Santo Antônio da Patrulha, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, condenou um dos acusados pela morte do empresário mineiro Samuel Eberth de Melo. O crime foi registrado em junho de 2023, quando Melo foi morto em uma propriedade rural da cidade. O julgamento ocorreu nesta segunda-feira.
Segundo a denúncia, o empresário de Minas Gerais era alvo de negociações comerciais envolvendo veículos. A Justiça entendeu que o homicídio teve motivação torpe e também considerou a tentativa de garantir impunidade para outros crimes, além do uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
Diego Gabriel da Silva recebeu a pena de 23 anos e 5 meses de reclusão, acrescidos de 1 ano de detenção, pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e delitos relacionados a armas de fogo. O regime é fechado e não houve direito de recorrer em liberdade.
Welington Luiz Rodrigues da Silva, outro acusado, foi absolvido da acusação de homicídio qualificado a pedido do Ministério Público. Ele recebeu, porém, 1 ano e 15 dias de prisão em regime aberto pela ocultação de cadáver.
A investigação aponta que Melo foi atraído ao Rio Grande do Sul sob a promessa de resolver pendências comerciais relacionadas à revenda de veículos. O corpo foi encontrado oito dias após o crime, em uma área de mata, oculto por vegetação e materiais diversos, após denúncia anônima.
A defesa de Diego informou que irá recorrer da decisão. Já a defesa de Welington celebrou a absolvição de homicídio e destacou o resultado favorable ao seu cliente, conforme o Ministério Público.
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