- A sentença de Jeff Cowan, condenado por quatro crimes relacionados a falsificações de Morrisseau, foi adiada devido a novas alegações de que a própria herdeira Morrisseau esteve envolvida na produção de obras falsas.
- A audiência, realizada em Barrie, Ontário, ouviu pedido de privilégio absoluto para defesa após uma carta de advogado que teria feito ameça de ação de difamação contra a defesa.
- Um novo afidávit, assinado por John Zemanovich e apresentado pela equipe de Sommers, aponta indícios de que membros da família Morrisseau teriam lucrado com as falsificações e questiona a participação de elementos da Morrisseau Estate Limited.
- O caso envolve também a relação entre a Morrisseau Family Foundation e a Morrisseau Estate Limited, com disputas sobre direitos de copyright e controle de obras atribuídas ao artista.
- A reabertura da sentença ficou marcada para o fim de abril, com a possível influência das novas informações sobre o desfecho do processo.
Como parte de uma investigação de décadas sobre falsificações ligadas ao artista ojibwe Norval Morrisseau, o andamento da sentença de Jeff Cowan foi adiado. Cowan foi considerado culpado por quatro crimes ligados à venda de pinturas falsas.
A nova reviravolta envolve alegações de que a própria herança de Morrisseau estaria conivente com as falsificações. O advogado de Cowan apresentou questionamentos que apontam suposta participação de membros da família Morrisseau no esquema.
A audiência de dosimetria, realizada em Barrie, Ontário, contou com a defesa de Nathan Gorham. O processo intenso teve na esfera tecnológica de autenticadores uma peça central, representada pela empresa Art Experts Canada.
A defesa informou que uma carta de Gratl, representante de Norval Morrisseau Estate Limited, ameaçou ação de difamação contra a defesa caso houvesse impugnação de conduta de Gabor Vadas e da Morrisseau Estate. A situação gerou controvérsia processual.
Um conjunto de depoimentos e um affidavit de John Zemanovich, experto em autenticidade, foi apresentado pela defesa. O documento sugere que membros da família teriam produzido ou comercializado obras forjadas sob o guarda-chuva da estate.
Sommer, chefe executivo da Art Experts Canada, e Zemanovich, chefe de operações, argumentam que as informações buscam oferecer contexto ao tribunal, sem exonerar Cowan. O material também levanta dúvidas sobre interesses entre a Morrisseau Estate e a Morrisseau Family Foundation.
A corte indicou que o depoimento de Zemanovich não serve para absolver Cowan, mas para ampliar o entendimento sobre o caso. A audiência de sentencing foi reagendada para o fim de abril, com efeitos ainda por se definir.
Contexto adicional aponta que a relação entre a Morrisseau Estate Limited e a Morrisseau Family Foundation é complexa. A fundação reivindica direitos de copyright, enquanto a empresa atua na autenticação de obras ligadas ao artista.
Além disso, Cowan já havia sido declarado culpado no último ano, e a nova disputa envolve, entre outros pontos, ações da fundação contra a empresa de autenticidade e possíveis conflitos de interesse entre as partes envolvidas.
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