- O quarto Lahore Biennale abre em janeiro de dois mil e vinte e sete, com foco na vitalidade da sociedade e da cultura além das fronteiras, em Lahore, Paquistão.
- O evento celebra o oitavo centenário da independência do Paquistão e da Partição da Índia e será curado por Nav Haq, diretor associado do Museum of Contemporary Art Antwerp.
- Haq pretende estabelecer Lahore como uma metrópole de arte com história rica de cooperação cultural no século XX, conectando a história global da cultura à posição da cidade.
- A ideia é promover internacionalismo cultural em vez de apenas divisão política, buscando artistas que estabeleçam vínculos entre Índia e Paquistão.
- A fundação do Lahore Biennale destaca a ativação de espaços históricos da cidade, mantendo Lahore como palimpesto cultural e enfatizando peças de heritage usadas pela população.
O Fourth Lahore Biennale abrirá em janeiro de 2027, com foco na vitalidade da sociedade e da cultura além das fronteiras. O festival acontece em Lahore e marca a 80ª aniversário da Partição e da independência da região. A curadoria ficará a cargo de Nav Haq, diretor associado do Museum of Contemporary Art Antwerp.
Haq descreve Lahore como uma metrópole de longa data para as artes, com uma história rica de cooperação cultural no século XX. Em entrevista ao The Art Newspaper, ele afirma que as edições anteriores do Bienal se agarraram ao local, mantendo um olhar voltado para o exterior. A proposta é ampliar a visão para a história global da cultura e o papel de Lahore.
O curador, britânico de ascendência paquistanesa, lidera o programa artístico do MoCA Antwerp e já atuou em curadorias em Bristol e Londres. Segundo a Lahore Biennale Foundation, sua prática é baseada na coexistência e no internacionalismo progressista, respondendo a um mundo multipolar no século 21.
A coexistência internacional é relevante para uma Bienal em Lahore, cidade próxima ao eixo de um conflito recente entre Índia e Paquistão. Haq sugere que o evento seja um espaço de internacionalismo cultural, não apenas de divisão política, buscando artistas que conectam Índia e Paquistão, como Shilpa Gupta e Rashid Rana.
A ideia é continuar o trabalho das edições anteriores, que já integraram artistas indianos e paquistaneses. Na edição anterior, instalações foram produzidas na cidade antiga de Lahore, com participações em locais como Tollinton Market e no forte de Lahore, espaços históricos que hospedaram obras sobre clima, gênero e herança sul-asiática.
Para a organização, a diretora executiva e cofundadora, Qudsia Rahim, afirma que o objetivo central é ativar espaços históricos e valorizar peças de patrimônio usadas pela população. Lahore é descrita como um palimplo de camadas históricas, enquanto o bienal se propõe como uma experiência que reverbera a história da cidade.
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