- O bairro Santa María la Ribera, na região oeste do centro, tornou-se polo da cena artística com mais estúdios e espaços de exposição nos últimos cinco anos.
- A localização central, o acesso a transporte público e aluguéis mais acessíveis atraíram artistas que se mudaram entre 2020 e 2021, durante a pandemia.
- Espaços como Casa Siza, Vernacular Institute, Lolita Pank e o complexo Estudios Maravilla passaram a sediar exposições e residências, incluindo o Material Fair neste ano.
- Artistas destacam o clima de “pequena vila” do bairro, mas alertam que custos sobem e há risco de gentrificação, com mudanças como a possível demolição de estúdios para empreendimentos habitacionais.
- O local já era conhecido por marcos culturais, como o Kiosco Morisco e o Museo Universitario del Chopo, que acompanham a transformação da área.
A cena artística de Cidade do México se deslocou para o bairro Santa María la Ribera. O movimento acontece nos últimos cinco anos, com estúdios e espaços de exposição ganhando força fora das tradicionais Condesa, Roma e San Miguel Chapultepec. A mudança vem da presença crescente de artistas no entorno.
Andrew Roberts, artista nascido em Tijuana, explora escultura e vídeo e fará sua primeira mostra de pinturas na galeria Pequod Co durante a Art Week. Ele se mudou com o parceiro Mauricio Yael por razões de moradia acessível, transporte público e o espaço disponível em galpões e casas de estilo Porfírio.
Yael recebe uma studio aberto durante a Art Week no Sabino 234. A produtora Cosa Rapozo, participante da feira Salón Acme, também destacou a conveniência da localização e o clima de vila que caracteriza o bairro, ao lado da acessibilidade de custos.
Cecilia Barreto, artista convidada para a Zona Maco, aponta que os aluguéis são mais baixos que em áreas gentrificadas, porém sobem. Ela cita o risco de o estúdio ser convertido em apartamento, o que alimenta a preocupação com a sustentabilidade do bairro para artistas.
Desde 2020-2021, a pandemia motivou a migração para Santa María la Ribera, que já contava com Kiosco Morisco e Museo Universitario del Chopo como marcos culturais. Sol Henaro, diretora do Chopo, ressalta a transformação dinâmica da região ao longo das décadas.
Novas plataformas e espaços de destaque
Casas Siza, projetada por Álvaro Siza, abriga exposições desde a pandemia, e o Sabino 276 abriga o Vernacular Institute, espaço curatorial com residência artística. Lolita Pank, no Sor Juana Inés de la Cruz, valoriza obras de artistas mulheres.
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