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Da #Knittok ao handmade: por que a Gen Z voltou às agulhas

Geração Z troca tela por agulhas: volta ao mundo real, desacelera e encontra benefício terapêutico no tricô e nas técnicas manuais

Do #Knittok ao handmade: por que a Gen Z voltou às agulhas
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  • A geração Z tem adotado atividades manuais, como tricô e crochê, após convivência intensa com telas e redes sociais.
  • Estima-se que quarenta por cento dos zetas relatam estresse ou ansiedade frequentes e quarenta e seis por cento já tiveram diagnóstico de problema de saúde mental; a ansiedade é a condição mais comum.
  • O movimento #knittok, que junta tricô e TikTok, soma quase trezentos e quarenta e cinco mil vídeos publicados, apontando o impulso das redes para uma experiência offline.
  • 15% dos jovens preferem pensar no passado e sessenta e três por cento se desconectam intencionalmente, a maior taxa entre todas as gerações, segundo pesquisas citadas na matéria.
  • Estudos e relatos de especialistas destacam que atividades manuais trazem bem-estar, sensação de foco e pertencimento, além de oferecer um refúgio terapêutico temporário diante da vida digital.

A geração Z está voltando às agulhas. Dados recentes mostram que jovens criados na era digital buscam mais atividades manuais diante da sobrecarga das redes. Estresse e ansiedade são temas recorrentes entre esse grupo, segundo pesquisas de mercado.

A explosão de conteúdos online convive com uma busca por atividades físicas e criativas. Em muitos lares, a presença de itens tecnológicos não impede a valorização de objetos feitos à mão, como agulhas, lãs e trabalhos artesanais. A internet, paradoxalmente, também inspira esse retorno.

A volta às artes manuais ganhou voz de forma mais contundente na plataforma #knittok, que reúne vídeos de tricô e crochê. Profissionais explicam que a demanda costuma começar pela curiosidade gerada nas redes e se transforma em aprendizado presencial.

A volta para o mundo real

Levantamento da plataforma GWI aponta que 15% dos jovens preferem pensar no passado em vez do futuro. Já a StudyFinds indica que 63% da Geração Z se desconecta intencionalmente, a maior taxa entre as gerações. O fenômeno é visto como resposta ao excesso de telas.

Para entender o movimento, a Revista entrevistou Aida Fonseca, psicóloga e proprietária da Novelaria, loja de insumos para artes manuais no Brasil. Segundo ela, muitos jovens buscam atividades que não envolvam IA ou redes sociais.

Leonora Pimentel, professora de tricô e crochê na Novelaria, afirma que as redes incentivam cursos presenciais. Ela relata que alunos chegam após ver conteúdos online e descobrem um ambiente offline que promove concentração e prática criativa.

A novelaria também atua como espaço de convivência. Aulas em grupo, troca de experiências e o sentir do toque dos fios ajudam a reduzir a sensação de isolamento entre os jovens conectados o tempo todo.

O efeito terapêutico da prática manual

Estudos revisados pelo Australian Occupational Therapy Journal indicam que atividades manuais melhoram humor e bem-estar de forma temporária. O tricô, crochê e outras técnicas também aparecem como forma de manejo de ansiedade e de pânico.

Profissionais destacam que o processo criativo é tão significativo quanto o produto final. A satisfação nasce da possibilidade de recomeçar, aperfeiçoar e ver o progresso ao longo do trabalho manual.

O contato com materiais táteis — fios, lãs, algodão e linho — é considerado essencial para a experiência. O toque melhora a percepção sensorial e facilita a concentração, segundo especialistas.

Impacto social e emocional

A participação em atividades coletivas fortalece o senso de pertencimento. O ambiente de aprendizagem compartilhada permite ouvir diferentes perspectivas, incluindo as de pessoas mais velhas, o que enriquece a experiência.

A psicóloga explica ainda que a prática artesanal oferece um espaço para reconectar com raízes familiares, como tricô e crochê realizados por avós e mães. Esse vínculo gera identificação e continuidade cultural.

O movimento é visto como uma resposta ao ritmo acelerado da vida digital. Mesmo com a popularidade das redes, muitos jovens reconhecem os benefícios de passar tempo offline, criando e aprendendo com as mãos.

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