- Zona Maco 2026, no Centro Banamex de México City, segue até 8 de fevereiro com público entusiasmado e compradores ávidos, mesmo diante de turbulência geopolítica; feira concorre com Art Basel Qatar, mas mantém chegada de visitantes da América e Europa.
- Vendas e conversas profundas marcaram os estandes; Sean Kelly cita venda inicial a casal de museu de Munique e a participação de colecionadores americanos, mesmo com clima de conversa intensa pelo orçamento de obras.
- Proyectos Monclova destaca peças em cerâmica e obras de Circe Irasema e Víctor Hugo Pérez, com esculturas entre 3.000 e 6.000 dólares, ressaltando técnicas cerâmicas tradicionais em risco de desaparecimento.
- Kouri + Corrao e Pace Gallery aparecem entre os destacados; Pace vendeu quase tudo do stand da artista Kylie Manning durante a pré-visualização VIP, com obras esgotando no primeiro dia.
- Livia Benavides e Galeria Arte Mexicano relatam interesse de visitantes internacionais, com obras de artistas locais e estrangeiros em faixas de preço que vão de 500 a 60.000 dólares.
O Centro Banamex, em Cidade do México, recebeu a edição 2026 da Zona Maco, a maior feira de arte da América Latina, aberta ao público até 8 de fevereiro. O clima durante a pré-visualização de quarta-feira e a abertura de quinta-feira foi positivo, mesmo diante de turbulências geopolíticas na região. O salão reúne colecionadores, curadores e grupos de museus da América, Europa e além.
A feira mantém sua aura de encontro de novidades, com foco em materiais e técnicas. Estandes exibem cerâmica, têxteis e obras que dialogam com identidades, histórico dos artistas e perspectivas de futuro. A participação de museus e instituições estrangeiras permanece robusta, ampliando o alcance internacional do evento.
Mercado e público
Galerias de peso e espaços menores convivem com uma agenda movimentada de compradores. Autores de peso internacional aparecem ao lado de talentos locais, fortalecendo o papel de Zona Maco como plataforma de lançamento de artistas de várias fases da carreira. O fluxo de visitantes inclui colecionadores e grupos de instituições.
Sean Kelly, da galeria homônima de Nova York, destaca a presença de obras com preços entre 20 mil e 300 mil dólares, incluindo nomes como Marina Abramović e Kehinde Wiley. O empresário ressalta conversas profundas com visitantes, algo valorizado na feira.
Teófilo Cohen, da Proyectos Monclova, diz que a programação oferece projetos que fogem do padrão repetitivo de feiras internacionais, atraindo quem busca novidades. O estande da galeria reúne obras de artistas de Cuba, México e outros países, entre pinturas e esculturas em cerâmica.
Destaques de galerias e obras
A Proyectos Monclova também expõe trabalhos de Victor Hugo Pérez, Circe Irasema e Brenda Cabrera, com peças que vão de esculturas cerâmicas a pinturas em tonalidades sombrias. Os preços variam entre 3 mil e 6 mil dólares, segundo o espaço.
A Kouri + Corrao, de Santa Fé, destaca têxteis e cerâmicas com leituras de identidade, com peças custando desde 500 até 40 mil dólares. O sócio Justin Kouri afirma que a energia da feira está forte e que houve vendas durante a pré-visualização.
A Palo Gallery, de Nova York, apresenta madeira esculpida e estruturas de alvenaria com cerâmica, obras que exploram herança cultural. O fundador Paul Henkel observa um diálogo entre imigração e modernismo latino-americano, com preços entre 6 mil e 25 mil dólares.
Público e alcance institucional
A Livia Benavides Gallery, de Lima, relata presença expressiva de colecionadores canadenses e interessados já familiarizados com o programa da galeria. Obras de artistas locais e da região aparecem entre 10 mil e 60 mil dólares, fortalecendo o circuito regional.
A Pace Gallery, maior dealer presente, vendeu quase a totalidade de uma mostra individual de Kylie Manning durante a pré-visualização VIP. A obra central da apresentação foi adquirida por uma coleção de importância no México, segundo a galeria.
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