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Figuras proeminentes do mundo da arte citadas em novos arquivos Epstein, incluindo Jack Lang

Novos arquivos de Epstein revelam ligações com figuras do mundo da arte, incluindo Jack Lang, provocando escrutínio sobre relações com o financiador

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
A video of Jeffrey Epstein and Jack Lang at the Louvre is part of the latest release of Epstein files
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  • Jack Lang, ex‑ministro da Cultura da França, aparece nos novos documentos de Epstein, mantendo contato e solicitando favores como uso de carro e avião particular para ele e família; há menção a uma villa em Marrakech e a um vídeo dele com Epstein diante da pirâmide do Louvre.
  • Os arquivos, liberados em trinta de janeiro pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, somam milhões de páginas e contêm grande parte com trechos redigidos.
  • A filha de Lang, Caroline Lang, também é citada; ela pediu demissão da presidência da Independent Production Union após assumir o cargo recentemente, e estava associada a Prytanee LLC, empresa criada em dois mil e dezesseis.
  • Outros nomes da cena artística aparecem: Steve Tisch e Jean Pigozzi, além de Jeff Koons; Tisch trocou e-mails sobre mulheres, enquanto Pigozzi disse que as mensagens eram bobagens e que nunca teve relação com Epstein; Koons confirmou jantar em uma casa de Epstein em duas mil e treze.
  • Epstein morreu em dezessete de janeiro de dois mil e dezenove, em segurança penitenciária; ligações prévias com Leon Black, ex‑presidente do MoMA, que pagou Epstein por serviços de planejamento patrimonial, foram amplamente discutidas.

The Departamento de Justiça dos Estados Unidos publicou no dia 30 de janeiro uma massiva liberação de arquivos ligados a Jeffrey Epstein. Entre os nomes aparecem o ex-ministro francês da Cultura Jack Lang e outras figuras proeminentes do mundo da arte, incluindo colecionadores, artistas e empresários.

Os documentos mostram que Lang manteve contato com Epstein por anos, solicitando favores como uso de carro e avião particular para ele e familiares. Também há referência a uma possível negociação de uma villa de luxo em Marrakech envolvendo Lang, sua esposa Monique e Epstein.

Lang, hoje com 86 anos, preside o Institut du Monde Arabe em Paris desde 2013 e já ocupou o cargo de ministro da Cultura duas vezes. Ele afirmou ter conhecido Epstein por meio do cineasta Woody Allen há cerca de 15 anos e disse não ter conhecimento dos crimes do investidor na época.

A filha de Lang, Caroline Lang, também figura nos arquivos e deixou o cargo na União de Produção Independente na segunda-feira, após breve atuação. Mediapart informou que Epstein abriu uma empresa em 2016, Prytanee LLC, com metade de suas ações pertencentes a Caroline Lang, com foco em investimentos na área de arte.

Caroline afirmou à Mediapart ter conhecido Epstein em 2012, quando ele manifestou interesse em investir em artistas franceses e internacionais. Ela relatou ter sido levada a crer que poderia haver oportunidades, reconhecendo hoje ter sido ingênua. A artista também foi procurada pela The Art Newspaper para comentar.

Entre os demais nomes, o empresário e produtor Steve Tisch escreveu para Epstein em 2013 sobre várias mulheres em mensagens trocadas por e-mails. Em uma troca, Epstein descreveu uma mulher como civil, mas russa, com pouca disposição para revelar detalhes. Tisch afirmou em nota ter tido apenas uma breve associação com Epstein, tratando de temas como filmes, filantropia e investimentos, e lamentou a relação.

Jean Pigozzi, reconhecido colecionador de arte africana contemporânea, também aparece nos arquivos com correspondências de 2013. Ele disse à ARTnews que as mensagens eram bobas e que nunca teve qualquer relação com Epstein envolvendo mulheres. Pigozzi confirmou que foi abordado para comentar.

O artista Jeff Koons também figura nos documentos, com Epstein tendo visitado o estúdio do artista. Koons confirmou ter participado de um jantar na casa de Epstein em 2013, anos após a condenação do financiador, mas afirmou que não manteve relação com Epstein além daquele evento.

Além de Lang, o caso já havia revelado ligações de Leon Black, ex-presidente da MoMA, que pagou a Epstein valores totais superiores a 158 milhões de dólares entre 2012 e 2017, segundo reportagem anterior. Black deixou a presidência do conselho do museu em 2021, mantendo-se como fiel integrante.

As informações continuam sob análise, com autoridades destacando o alto volume de material, incluindo milhões de páginas, milhares de vídeos e imagens, ainda com grande parte fortemente redigida. As próximas divulgações devem trazer novos detalhes sobre as ligações no mundo da arte.

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