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Art Basel Qatar estreia com dia VIP e incentivo à paciência

Art Basel Qatar estreia com formato sem estandes e apoio estatal, elogiada pela qualidade institucional, mas surgem dúvidas sobre sustentabilidade e acesso futuro

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Art Basel Qatar 2026
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  • Art Basel Qatar inaugurou com formato atípico: 87 expositores em apresentações solo, distribuídos em dois locais próximos no distrito de Mshareib, em Doha.
  • A presença enfatizou educação e desenvolvimento regional, com um formato sem estandes, focado em obras de artistas individuais selecionados por curadoria liderada pelo artista Wael Shawky.
  • O andamento comercial aparece contido na abertura, com obras de alto valor reservadas para colecionadores institucionais e museus, incluindo negociações precárias para a coleção futura da Art Mill.
  • A Qatar Museums é apontada como determinante, oferecendo suporte logístico e financeiro que reduz custos de participação, o que levanta questões sobre sustentabilidade e acesso a novos compradores.
  • A feira deve ganhar novo site no Al Maha island no futuro, e especialistas destacam a necessidade de manter o formato regional e acessível para consolidar o mercado a longo prazo.

Art Basel Qatar abriu suas portas para os VIPs na quinta-feira, 3 de fevereiro, em Doha. A edição inaugural adota um formato atípico, com 87 expositores e apresentações solo pré-selecionadas por Wael Shawky, distribuídas em dois espaços próximos no distrito de Msheireb. O novelty não está apenas na curadoria, mas na proposta de foco regional e educativo, sem o formato tradicional de estandes.

A maior parte das peças é apresentada no espaço maior, o M7, com obras de artistas internacionais e da região, voltadas a compradores institucionais. No Design District, stands mais acessíveis e de galerias emergentes compõem a curadoria, com preços abaixo de US$ 10 mil em alguns casos para atrair novos compradores.

A coordenação do evento também é reconhecida pela logística de apoio, que incluiu transporte, armazenamento e instalação, financiada pelo governo do Qatar. A participação, incluindo taxas, varia entre US$ 20 mil e US$ 15 mil, com descontos para galerias emergentes.

Estrutura e impactos

Analistas destacam que o formato reduzido facilita o engajamento com as obras, evitando a dispersão típica de feiras grandes. Diretores de museus e representantes de colecionadores estrangeiros acompanham a estreia, embora a presença de clientes dos EUA e da Ásia tenha sido impactada por avisos de viagem no entorno.

Entre as obras de destaque, estão peças discutidas para aquisições pela Qatar Museums, com foco no acervo de seu museu Art Mill, previsto para abrir em 2030. A expectativa é de que compradores institucionais monitorem de perto as propostas ainda durante a mostra.

Apesar do otimismo, há relatos de restrições para acessos a obras de ponta, com reservas privilegiadas pela Qatar Museums. Esse sistema levanta questionamentos sobre a sustentabilidade de edições futuras caso desestimule visitantes privados.

Perspectivas

Galleries de peso mantêm a confiança de que a edição inaugural atrai público regional e internacional, com clientes de longo prazo avaliando o mercado local. Observadores locais destacam que o fair busca equilíbrio entre educação, mercado e institucionalidade, sem pressa de resultados imediatos.

No radar, a possibilidade de expansão para a ilha Al Maha, a norte, indica planos de crescimento. A direção de Art Basel sinaliza que decisões logísticas devem evoluir com o tempo, mantendo o evento como vitrine regional de referência.

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