- Wallace Chan apresenta duas instalações em Veneza durante a Bienal: Mythos, no Palazzo Contarini del Bovolo, e Vessels of Other Worlds, na Capela de Santa Maria della Pietà.
- Mythos usa esculturas suspensas ao longo da loggia do palácio, inspiradas em Tintoretto e na cosmologia, reimaginando as Três Graças e Mercúrio como símbolos de prosperidade veneziana e movimento contínuo, em diálogo com a escadaria em espiral.
- A montagem também entra em diálogo com Tintoretto e Paradise no interior, com obras suspensas, paisagem sonora gravada no estúdio de Xangai e um único cristal de quartz acompanhado de um poema recitado por Chan.
- Vessels of Other Worlds, na capela, traz três esculturas de cerca de 1,5 m de altura, inspiradas em vasos sagrados católicos e imagens surrealistas de Hieronymus Bosch; estas obras preparam o caminho para uma exposição em Xangai com esculturas de até 10 m de altura, a partir de 18 de julho.
- A mostra é curada por James Putnam, que favorece o diálogo entre arte contemporânea e patrimônios históricos; Chan utiliza titanio pela sua durabilidade e pela ideia de eternidade, tema central das instalações.
Wallace Chan, joalheiro e escultor de Hong Kong, apresenta duas instalações em Venice, conectando$, mitologia, arquitetura sagrada e cosmologia. As obras dialogam com patrimônios locais durante a semana de vernissage da Bienal de Veneza. O conjunto reúne técnica em titanium e referências históricas.
A mostra principal ocorre no Palazzo Contarini del Bovolo, famoso por sua escadaria em espiral. Chan exibe Mythos, instalação com esculturas suspensas ao longo da loggia externa. Quatro formas exploram cosmologia, inspiradas na obra de Tintoretto e no conceito das Três Graças com Mercúrio.
As figuras reinventadas aparecem como rostos abstratos que parecem se transformar em movimento contínuo, associando-se à própria geometria do prédio. Mercúrio ganha aspecto celeste, mantendo o tema da prosperidade veneziana. A montagem inclui ainda uma trilha sonora com sons da oficina de Chan em Xangai.
Reprodução histórica e diálogo visual
Dentro do palácio, três esculturas dialogam com Tintoretto no óleo Paradise. No espaço, o som é acompanhado por um projeto sonoro remoto da oficina, captando o toque do titanio ainda no processo de acabamento. Um cristal de quartzo e um poema de Chan também compõem a experiência no interior.
Atração adicional ocorre em Santa Maria della Pietà, uma capela no bairro Castello, próxima ao Metropole. Vessels of Other Worlds apresenta três esculturas suspensas inspiradas em vasos sagrados usados em rituais católicos. Formas biomórficas revelam referências a Hieronymus Bosch.
As obras, com cerca de 1,5 m de altura cada, dialogam com o espaço sagrado e com a tradição litúrgica, ampliando o significado da capela. Em Veneza, as peças se conectam aos temas de água, transformação e memória histórica da cidade portuária.
Perspectivas futuras
Entre as obras venezianas, Chan prepara o desdobramento no Long Museum, em Xangai, com Vessels of Other Worlds em julho. As peças ganharão até 10 m de altura, permitindo entrada do público para explorar seus interiores em movimento. A mostra em Xangai começa em 18 de julho.
O eixo comum entre as duas frentes envolve materiais como o titanium, escolhido pela durabilidade e pelo simbolismo de eternidade. O curador James Putnam coordena as instalações ao lado de coleções históricas, mantendo o diálogo entre arte contemporânea e patrimônio.
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