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Sougwen Chung discute o entrelaçamento humano-máquina na prática criativa

Recursion 0*, scroll de dez metros criado com dados cerebrais, será finalizado ao vivo na Art Basel Hong Kong, evidenciando parceria humano-máquina na arte

Sougwen Chung’s studio process for *Recursion 3* (2026)
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  • Sougwen Chung participa da Art Basel Hong Kong, na seção Zero 10 dedicada à era digital.
  • A peça central é Recursion 0*, um scroll de 10 metros feito com dados de atividade cerebral, que será concluído ao vivo na feira.
  • A artista explora a colaboração humano–máquina como espaço criativo, indo além da simples interação para uma parceria com mútuas mudanças e riscos.
  • A série D.O.U.G. (Drawing Operations Unit: Generation) aborda temas como temporality, corporeidade e mapeamentos proporcionais entre movimentos humanos e dados de máquina.
  • Chung já integrou obras ao acervo do Victoria and Albert Museum e já participou de eventos globais, como o World Economic Forum em Davos, fortalecendo o debate sobre a entanglement criativa entre humano e máquina.

Sougwen Chung apresenta novas obras em Art Basel Hong Kong, no setor Zero 10, dedicado à arte da era digital. O centro da mostra é Recursion 0*, um scroll de 10 metros criado com dados de ondas cerebrais e executado ao vivo durante a feira. A artista mistura desenho, visão computacional e interação homem-máquina para explorar colaboração entre humanos e máquinas.

Desde 2015, Chung desenvolve a ideia de colaboração humano‑máquina, indo além da simples interação para enfatizar uma relação de troca e mudança. Sua série D.O.U.G. (Drawing Operations Unit: Generation) já integrou gerações diversas, passando por instituições como o Victoria and Albert Museum, em Londres, o National Art Center em Tóquio e até eventos mundiais como o Fórum Econômico Mundial em Davos.

Processo criativo e impacto

A artista vê a agência criativa como um tema central, questionando autoria e valor diante da participação de máquinas. Em suas palavras, a experiência humana não é plenamente calculável, mas pode se expressar com novas ferramentas. O feedback das máquinas é visto como um reflexo das escolhas humanas.

Chung descreve o método como a ponte entre categorias, entre o humano e o máquina, transformando o espaço entre elas na prática criativa. As séries usam corpos, sensores e dados para explorar tempo, corporeidade e recursão, oferecendo ritmos urbanos, gestuais e internos.

Trajetória e reconhecimentos

O trabalho de Chung tem sido reconhecido internacionalmente. Em 2023, integrou a lista Time100 AI, destacando a relevância da entanglement humano‑máquina no debate cultural. A artista já discutiu o tema em conferências, incluindo uma palestra do TED sobre desenhar com robôs, que moldou sua visão de autoria e mídia.

A produção exposta em Hong Kong amplia a visão sobre como a tecnologia pode ampliar a expressão artística sem substituir a colaboração humana. A mostra em Zero 10 questiona como a criatividade pode emergir de práticas que mesclam dados, sensores e intervenção humana.

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