- Adrian Cheng, fundador da K11 e da K11 Art Foundation, é uma figura central no ecossistema artístico de Hong Kong e envolve-se com o Mega ACE Fund para apoiar eventos culturais.
- Antes da Art Basel Hong Kong, ele destaca a sinergia entre arte, esportes e cultura popular promovida pela iniciativa Mega 8, ampliando o espaço expositivo da cidade.
- A edição deste ano traz artistas internacionais de destaque e ocorreu abertura de novas galerias, com Antenna Space expandindo para Wong Chuk Hang e 32 galerias participando de Art Basel pela primeira vez.
- Tendências em foco: maturação do digital art, com a iniciativa Zero 10 da Art Basel; aumento de colecionadores millennial e Gen Z, portfólios híbridos e maior importância da proveniência digital.
- O Mega ACE Fund aprovou quase HK$ 200 milhões para mais de vinte projetos, incluindo a 11ª edição do Art Central, instalações no cais Yi Tai e a realização do ComplexCon, fortalecendo a “mega economia” de eventos culturais em Hong Kong.
Adrian Cheng, figura central do circuito artístico de Hong Kong, aponta tendências para o cenário local à frente de Art Basel Hong Kong. O executivo fundou a K11, criou o distrito cultural Victoria Dockside e dirige a Mega Arts and Cultural Events Fund, programa governamental de apoio a eventos de grande porte.
Para este ano, ele destaca um calendário cultural robusto, com Art Basel, Art Central e outros eventos sob a égide da iniciativa Mega 8. A sinergia entre arte, esportes e cultura pop transforma a cidade em um espaço expositivo ampliado.
A plena agenda inclui leilões de Sotheby’s, Christie’s, Phillips e Poly Auction, além de novas galerias, como Antenna Space, que expandiu para Wong Chuk Hang. Nomes internacionais aparecem em Hong Kong, elevando o perfil da cidade.
Art Basel Hong Kong mostra, segundo Cheng, artistas de alto calibre presentes na cidade, como Mary Weatherford, Nicole Eisenman e El Anatsui, cuja estreia local ocorre com instalações em grande escala. O conjunto de programação atrai público global.
No campo digital, ele observa uma valorização da arte tecnológica, com a primeira participação Asia‑Pacífica da iniciativa Zero 10 em Art Basel. O crescimento de colecionadores jovens, muitos vindos de tecnologia e fintech, ganha impulso no mercado local.
A transformação revela uma nova geração de compradores, com portfólios híbridos que combinam obras físicas e edições digitais. Proveniência digital, interatividade e código algorítmico passam a influenciar a curadoria institucional.
Sobre o Mega ACE Fund, Cheng detalha investimentos superiores a HK$ 200 milhões desde o início, com mais de 20 projetos apoiados. Art Central, em sua 11ª edição, agregou 117 galerias e mais de 500 artistas, fortalecendo a presença local.
Programas públicos apoiados incluem projetos de Kaitlyn Hau e instalações na orla Yi Tai, ampliando a voz curatorial de Hong Kong no cenário global. Plataformas como ComplexCon também recebem suporte, com marcas internacionais e grandes performances.
Ao falar sobre evolução do fundo, o executivo explica que a instituição passou de patrocínio reativo para infraestrutura cultural proativa. Cultura é vista como motor de crescimento urbano e diplomacia internacional para Hong Kong.
Para Cheng, valor crítico e apelo popular não são opostos; caminham juntos. Eventos de grande alcance democratizam o acesso à arte, permitindo que propostas mais específicas prosperem. Hong Kong, segundo ele, vive um “Super March” contínuo de criatividade.
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