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Quase 200 participantes da Bienal de Veneza pedem cancelamento do Pavilhão israelense

Quase duzentos artistas e curadores assinam carta pedindo a exclusão de Israel da Bienal de Veneza, citando genocídio e apartheid e risco de boicote

Rather than occupying its permanent site in the Giardini—which remains closed for renovation—Israel will instead exhibit in the Arsenale (pictured)
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  • Cerca de 200 artistas, curadores e profissionais da arte assinaram uma carta pedindo a exclusão de Israel da Mostra de Veneza deste ano (9 de maio a 22 de novembro).
  • O grupo Art Not Genocide Alliance (ANGA) entregou a carta ao presidente e ao conselho da Bienal nesta semana.
  • Os signatários afirmam agir em solidariedade aos artistas palestinos, pedem o fim da “genocídio” e criticam a presença de Israel na Bienal.
  • A carta questiona a decisão de abrigar o pavilhão israelense no Arsenale — espaço temporário gerido pela Bienal — em vez do Giardini, que está em obras.
  • A Bienal de Veneza enfrenta pressão adicional após a reinclusão do pavilhão russo e críticas sobre financiamento da União Europeia; a instituição afirma defender diálogo e liberdade artística.

Os organizadores da Venice Biennale enfrentam nova pressão: quase 200 artistas, curadores e trabalhadores da arte assinaram uma carta pedindo a exclusão de Israel do evento deste ano, que ocorre entre 9 de maio e 22 de novembro na cidade italiana. O grupo ANGA, Art Not Genocide Alliance, entregou a mensagem ao presidente e ao conselho da Biennale nesta semana.

O documento sustenta que o Estado de Israel sofre uma violência que ameaça a vida cultural palestina e afirma que a Biennale não pode colaborar com uma plataforma para o que classifica como genocídio e apartheid. Assinam nomes de peso internacional, entre eles artistas como Alfredo Jaar, Yto Barrada, Rosana Paulino, Meriem Bennani e Cauleen Smith, além de curadores como Binna Choi e Carles Guerra.

A Biennale tem mantido posição de abertura, destacando que não aceita censura nem exclusões com base em políticas nacionais. A edição de 2026 mantém o Israel Pavilion, representado pelo escultor Belu-Simion Fainaru, que atua em Haifa. Local de exposição adotado pela instituição para Israel é o Arsenale, ao invés do Giardini, que passa por reformas, gerando críticas de ANGA sobre a gestão do espaço.

Desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que deixou mais de mil mortos e centenas de reféns, estimativas oficiais apontam um elevado número de vítimas palestinas. A carta de ANGA associa a violência à destruição da vida cultural palestina e às próprias práticas da Biennale no que se refere à Palestina.

O grupo já havia enviado, em outubro de 2025, um pedido de exclusão de Israel que não recebeu resposta. ANGA advertiu que, caso a Biennale não atenda à demanda, poderia provocar boicotes de artistas e trabalhadores culturais, com ações que envolveriam o setor industrial na Itália durante a abertura. A posição da instituição tem gerado debates sobre financiamento e diplomacia cultural.

Além disso, a Biennale enfrenta críticas constantes sobre a participação russa, com a União Europeia sugerindo cortes de recursos. Em paralelo, a situação de outros países, como a África do Sul, também foi marcada por decisões controversas ligadas a referências políticas em obras. A instituição mantém o discurso de diálogo, abertura e liberdade artística em seu comunicado oficial.

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