- A exposição Sophie Calle: Overshare no Orange County Museum of Art traz sua primeira grande visão panorâmica na América do Norte, reunindo cinco décadas de trabalho.
- A mostra, organizada pelo Walker Art Center e curada por Henriette Huldisch, estreou no Walker em outubro de 2024 e chega à Califórnia.
- O percurso exibe a prática da artista entre documentação e invenção, explorando o que é público, privado, registrado e encenado.
- A exposição é dividida em quatro blocos — o Espião, o Protagonista, o Fim e o Começo — destacando o investimento na experiência vivida e o oversharing.
- Destaques incluem séries autobiográficas como Autobiografias (1988–presente) e trabalhos como Suite Vénitienne, The Hotel e Bad Breath, que mesclam imagem e texto para revelar e ocultar ao mesmo tempo.
A exposição Overshare, de Sophie Calle, chega ao Orange County Museum of Art (OCMA) na Califórnia, apresentando pela primeira vez nos Estados Unidos uma abrangente retrospectiva de cinco décadas de trabalho. O conjunto reúne fotografias, textos, filmes e instalações que exploram a fronteira entre documentação e invenção.
A mostra é a primeira grande survey norte-americana da artista francesa, organizada pelo Walker Art Center, com curadoria de Henriette Huldisch. Em OCMA, a curadora chefe Courtenay Finn destaca que a região é um elemento recorrente na produção de Calle, já presente desde os anos 1970.
A exibição, instalada em quatro setores — o Spy, o Protagonist, o End e o Beginning — enfatiza o interesse da artista pela experiência vivida e pela prática de compartilhar, ou overshare, essa vivência com o público. A curadora enfatiza o foco no testemunho pessoal e na educação pela arte.
Entre os trabalhos em cartaz, estão séries que investigam regras de convivência com estranhos, como obras em que a artista documenta contatos e cenários de viagens, além de projetos em que fotografa objetos e roupas de hóspedes de hotéis. A mostra também exibe a fase autobiográfica, com diptychos que cruzam imagens e textos curtos.
Em peças como Autobiographies e Bad Breath, Calle combina imagens com relatos curtos para revelar e ocultar simultaneamente. A artista descreve que o uso conjunto de texto e imagem nasce de uma insegurança criativa, buscando complementar a comunicação entre obra e observador.
Overshare convida a refletir sobre privacidade, exposição pública e a relação entre desejo de ser visto e medo de mal-entendido, questionando o equilíbrio entre revelação e controle em dados pessoais e arte. A exposição fica em cartaz no OCMA até 24 de maio.
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