- A Julia Stoschek Foundation, de Alemanha, realiza sua primeira grande exposição nos Estados Unidos no Variety Arts Theater, em downtown Los Angeles.
- São mais de quarenta obras de cinema experimental e vídeoarte, desde os primórdios do cinema até criações contemporâneas, em monitores e projeções pela casa.
- A curadoria fica a cargo de Udo Kittelmann, que prefere se apresentar como “editor” do que como curador.
- A mostra fica em cartaz até 20 de março, com entrada gratuita e necessidade de reserva.
- Entre as peças, estão obras históricas de Alice Guy-Blaché, Georges Méliès e Max Skladanowsky, além de trabalhos recentes de artistas como Doug Aitken, Arthur Jafa e Lu Yang.
A Julia Stoschek Foundation, de Alemanha, traz pela primeira vez aos EUA uma grande exposição de obras baseadas no tempo. A mostra ocupa o Variety Arts Theater, no centro de Los Angeles, e reúne mais de 40 trabalhos em monitores e projeções.
O curador é Udo Kittelmann, que prefere se ver como editor das obras. O conjunto abrange desde o início da história do cinema até a produção contemporânea, com peças de artistas como Alice Guy-Blaché, Georges Méliès, Doug Aitken e Arthur Jafa.
A mostra ficou intitulada a partir de uma canção de Louis Armstrong de 1967, escolhida para marcar o contexto histórico da seleção. Los Angeles foi escolhida pela importância histórica da cidade para as imagens em movimento.
Obras em exibição
O espaço principal exibe uma multidão enevoada em Oh, the humanity (2015) de Jon Rafman. A curadoria destaca a ideia de espelho dos tempos atuais, refletindo o presente da mídia.
No mezanino, duas obras chamam atenção já do público no nível do piso: Ana Mendieta retrata fogo simbólico em Anima, Silueta de Cohetes (Firework Piece) (1976); Nina Simone canta Sinnerman a partir de imagens de arquivo.
Outras peças destacam o humor e a crítica, com registros de Steamboat Bill, Jr. (1928) de Buster Keaton e Hammering Out (an old argument) (1998-2003) de Monica Bonvicini, que mostra um martelo abrindo uma parede de tijolos.
A exposição ainda traz trabalhos históricos, como The Skeleton Dance (1929) de Walt Disney, e Steamboat Bill, Jr. (1895) de Max Skladanowsky, que mostra boxe entre homem e kanguru. Há também The Consequences of Feminism (1906) de Guy-Blaché.
Visitação e informações
A mostra permanece aberta até 20 de março. A entrada é gratuita, com recomendação de reserva de horários. A curadoria combina obras históricas, arquivísticas e contemporâneas, exibidas com foco em tempo e experiência imersiva.
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