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Tribunal rejeita tentativa de reativar pavilhão de Goliath na Bienal de Veneza

Justiça sul-africana nega reversão da suspensão do pavilhão de Veneza; artistas asseguram recurso e buscam extensão para manter Elegy em 2026

Detail from a performance of Elegy in 2017
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  • A artista sul-africana Gabrielle Goliath e a curadora Ingrid Masondo tiveram a ação urgente para reverter o cancelamento de seu pavilhão na Bienal de Veneza rejeitada pela alta corte do país.
  • A decisão, proferida pela juíza Mamoloko Kubushi, determinou o pagamento de custas processuais aos réus, incluindo o ministro da esportes, artes e cultura, Gayton McKenzie.
  • Goliath e Masondo haviam sido escolhidas para representar a África do Sul na edição de 2026 da Bienal, com um projeto de “Elegy” que aborda femicídio, violência contra pessoas LGBTQI+ e acontecimentos históricos na Namíbia e em Israel.
  • McKenzie criticou a seção relacionada ao Abu Nada, descrevendo-a como “altamente divisiva”; a ministra retirou a obra do pavilhão no início de janeiro, o que levou Goliath à ação legal.
  • O prazo final da África do Sul para submeter planos à Bienal já havia expirado em 18 de fevereiro; as advogadas apresentaram a intenção de recorrer e buscar possível extensão junto à organização da Bienal.

Gabrielle Goliath e a curadora Ingrid Masondo tiveram a derrota confirmada em mais uma etapa de um litígio envolvendo a retirada da representação da África do Sul na Venice Biennale de 2026. A High Court da África do Sul rejeitou o pedido de reinstalação do pavilhão cancelado, apresentado pelos dois agentes culturais.

A decisão foi proferida online na última semana, após uma disputa que ganhou contornos políticos. O tribunal ordenou que Goliath e Masondo paguem as custas processuais aos réus, incluindo o ministro da Esportes, Arte e Cultura, Gayton McKenzie. O caso agora deverá seguir para recursos.

O que estava em jogo

Goliath e Masondo haviam sido escolhidas, em 6 de dezembro do ano passado, para representar a África do Sul na Bienal de Veneza de 2026. O projeto inicial envolvia uma nova dinâmica de Elegy, obra de Goliath que aborda femicídio e homicídios de pessoas LGBTQI+ no país, além de referências ao genocídio Ovaherero e Nama na Namíbia, e à morte da poeta palestina Hiba Abu Nada.

Contexto e desdobramentos

A controvérsia ganhou contornos políticos após o líder do Partido Aliança Patriótica, McKenzie, pedir mudanças numa seção da apresentação, alegando que o conteúdo poderia ser divisor. A violação resultou no cancelamento da parte solicitada pelo ministro no início de janeiro, levando a dupla a buscar reparo judicial.

Próximos passos e impactos

Goliath afirma que ainda vai recorrer da decisão e avalia pedir uma extensão urgente junto à Bienal, para restabelecer o pavilhão sul-africano. O prazo final da delegação sul-africana para enviar planos tinha vencido em 18 de fevereiro. O Ministério não avaliou como isso pode afetar futuras iniciativas oficiais.

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