- O Chicago’s Intuit Art Museum recebeu dois presentes que somam 61 obras de artistas autodidatas.
- Doação de Jan Petry inclui 47 peças, de artistas variados e itens como um bastão esculpido de 1880.
- A segunda doação, de 14 obras, pertence à coleção de Gordon W. Bailey, especialista em arte afro-americana.
- Bailey escolheu peças para fortalecer o acervo de artistas mulheres e pessoas de cor; a doação homenageia a expansão do museu.
- As obras de Petry serão expostas na mostra Life is an Art: The Collection of Jan Petry (9 abril 2026 a 21 março 2027) e o museu celebra a atualização de seu espaço com a expansão de $10 milhões.
O Intuit Art Museum (IAM), em Chicago, recebeu duas doações que somam 61 obras de artistas autodidatas. As obras vêm do espólio de Jan Petry, apoiadora de longa data, e da coleção do estudioso Gordon W. Bailey, com base em Los Angeles. As peças ampliam o acervo do museu, reconhecido como referência em arte de criadores sem formação formal.
A doação de Petry reúne 47 trabalhos, entre obras de artistas anônimos e nomes como Emery Blagdon, James Castle, Ulysses Davis, Charles Dellschau, William Hawkins, Martín Ramírez, Günther Schützenhöfer e Leopold Strobl. Parte das obras inclui itens históricos, como um bastão entalhado de 1880.
A segunda doação traz 14 trabalhos da coleção de Bailey, com peças de Sam Doyle, Sybil Gibson, Roy Ferdinand e Mose Tolliver. Bailey pode selecionar obras específicas para fortalecer áreas de interesse, com especial foco em ampliar a presença de mulheres negras na coleção.
Origens das doações
O IAM, fundado em 1991, cresceu com o apoio de entusiastas e colecionadores. Em 1999 iniciou compras, e a expansão concluída no ano passado triplicou o espaço disponível. As doações reforçam a missão da instituição de apresentar histórias de artistas autodidatas.
O museu destaca que as obras de Petry vão ao espaço batizado com seu nome na mostra Life is an Art: The Collection of Jan Petry, com abertura prevista para 9 de abril de 2026 e encerramento em 21 de março de 2027. A doação de Bailey também impulsiona o compromisso com a representatividade.
Impacto na coleção e prioridades
Debra Kerr, presidente e CEO do IAM, afirma que as doações fortalecem a conexão com diversas comunidades. A curadoria de Bailey permitiu selecionar peças para ampliar a presença de mulheres de cor no acervo. Kerr ressalta a evolução do termo self-taught no contexto atual.
Chicago é frequentemente citada como o berço da divulgação de arte autodidata nos EUA. O IAM pretende continuar desenvolvendo coleções que reflitam trajetórias diversas e contemporâneas, mantendo o foco em obras de criadores fora dos circuitos tradicionais.
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