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Exposição em Londres mostra o papel central do desenho na obra de Lucian Freud

National Portrait Gallery apresenta exposição com 170 desenhos, gravuras e pinturas de Lucian Freud, destacando o desenho como núcleo de sua prática

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Lucian Freud’s chalk-and-crayon Portrait of a Young Man (1944) will be on show at the NPG alongside sketchbooks, unfinished paintings, childhood drawings and letters
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  • A National Portrait Gallery, em Londres, abre a maior mostra já dedicada aos trabalhos de Freud em papel no Reino Unido, com 170 desenhos, gravuras e pinturas.
  • A exposição inclui o arquivo do artista, com cadernos de esboços, pinturas inacabadas, desenhos de infância e cartas, além de 12 novas aquisições da antiga propriedade de Freud, entre eles oito gravuras.
  • O acervo revela que o desenho foi parte central da prática de Freud por cerca de vinte anos, funcionado como base para a pintura e como atividade mais privada em cadernos.
  • Em alguns momentos, os desenhos são exibidos ao lado de pinturas para mostrar como o rascunho ajudou a desenvolver ideias e a observar seus retratados com maior rigor.
  • A mostra “Lucian Freud: Drawing into Painting” fica no National Portrait Gallery entre 12 de fevereiro e 4 de maio.

A National Portrait Gallery de Londres apresenta a maior mostra já realizada no Reino Unido de obras em papel de Lucian Freud. Serão 170 desenhos, gravuras e pinturas reunidas, com acesso ao arquivo do artista e a aquisições recentes.

O acervo, adquirido após a morte de Freud em 2011, ganhou 12 peças novas em 2024, entre elas oito gravuras. A exposição destaca o conjunto de 48 cadernos, desenhos de infância, cartas e pinturas inacabadas, que ajudam a entender o método do artista.

A curadoria fica a cargo de Sarah Howgate e David Dawson, ex-assistente de Freud. A dupla ressalta que o arquivo revela o pensamento do artista de modo mais profundo do que as pinturas finalizadas.

O papel do desenho no trabalho de Freud

Segundo a diretora do arquivo, os cadernos mostram que o desenho não sumiu após a década de 1950. Ao longo de cerca de 20 anos, o desenho tornou-se um apoio à pintura, mantendo um registro privado da vida e do processo criativo.

Imagens expostas também deixam claro como o desenho servia para observar os sujeitos com rigor. Em obras incompletas, traços de carvão aparecem sob a tinta, evidenciando a fusão entre estudo e pintura.

Entre as peças em exibição está o retrato a giz e carvão Portrait of a Young Man (1944) e a gravura Bella in her Pluto T-Shirt (1995). A curadoria planeja relacionar desenhos com pinturas para evidenciar o fluxo criativo de Freud.

A mostra integra ainda referências a obras anteriores, como Large Interior, W11 (after Watteau) (1981-83), que mostra como Freud homenageia e subverte influências de mestres passados. A exposição fica em cartaz até 4 de maio.

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