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Patrimônio afegão ganha destaque em show aclamado em Doha

Exposição em Doha destaca dois mil anos de arte afgã, com empréstimos internacionais e obras contemporâneas que refletem história, migração e contexto atual

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Installation view with an early 13th-century ewer (Ghurid or Ilkhanid period) with silver and copper inlaid decoration displayed on the far right
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  • A exposição Empire of Light: Visions and Voices from Afghanistan fica no Museu de Arte Islâmica (MIA), em Doha, e fica aberta até 30 de maio, integrada à semana Art Basel Qatar.
  • O show utiliza principalmente a coleção do MIA e reúne peças como uma chaleira do século XIII e uma folha de códice do Alcorão (século IX) em kufi, além de objetos de empréstimo de instituições locais e internacionais.
  • Participam da curadoria Nicoletta Fazio e Thomas Lentz; além do MIA, empréstimos vêm da The National Collection of Qatar, Lusail Museum e da Qatar National Library–Qatar Foundation, com apoio do Instituto Smithsonian entre outras instituições.
  • Não há objetos de museus afegãos na sala, mas há peças vindas de Kabul, feitas no Jangalak Vocational Training Centre (AKTC), incluindo modelos do que resta da mesquita Noh Gunbad; também há peças de vidro tradicional de Herat.
  • A mostra aborda, em várias seções, a evolução da arte afegã desde o início do Islamismo até tempos modernos, incluindo trabalhos contemporâneos como Un-Safe Heaven, de Khadim Ali, que comenta o recente passado do país.

A exposição Empire of Light: Visions and Voices from Afghanistan, em cartaz no Museum of Islamic Art (MIA) de Doha até 30 de maio, destaca 2000 anos de arte afegã. O conjunto reúne peças históricas, manuscritos e obras contemporâneas para contextualizar o país na história islâmica.

A curadoria fica a cargo de Nicoletta Fazio e Thomas Lentz. Os curadores mobilizaram as coleções do MIA e de museus parceiros do Qatar, além de instituições internacionais, para compor o empréstimo. Obras de várias instituições foram consultadas dentro dos padrões internacionais de empréstimo.

Não há objetos de museus afegãos na mostra, mas itens foram trazidos de Kabul e de centros de formação ligados ao Aga Khan Trust for Culture, em particular modelos de monumentos em madeira. Um dos estudos mostra o Noh Gunbad, o que resta do que foi um dos mais antigos prédios islâmicos da região.

O conjunto inclui também peças que ajudam a entender a transição do Islamismo na região. Destaques ambientais recorrem a subseções que tratam da vida intelectual em Herat sob o rule dos Timúrides, além de uma leitura sobre os impactos históricos recentes.

Entre as obras contemporâneas, está Un-Safe Heaven (2025), do artista Khadim Ali, oriundo da comunidade Hazara. A obra têxtil expressa evacuação, sofrimento e resiliência, conforme texto de apresentação da exposição.

A mostra também aborda períodos marcantes como a fronteira oriental, o surgimento do Islã no século7 e as invasões mongóis, conectando passado e presente com perspectivas de artistas e pesquisadores. A curadoria ressaltou a participação de instituições do exterior, como o Smithsonian, para empréstimos.

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