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Vendas na Art Basel Hong Kong sinalizam amadurecimento do mercado asiático

Art Basel Hong Kong sinaliza amadurecimento do mercado asiático, com infraestrutura institucional em expansão e queda da presença ocidental, mas vendas resilientes

Taro Nasu's stand at Art Basel Hong Kong 2026
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  • Art Basel Hong Kong tem público cada vez mais regional, com menor presença de compradores europeus no dia VIP, ainda assim recebendo visitante internacional e curadores.
  • O mercado chinês mostra sinais de estabilização, com leve alta de 1% nas vendas totais no ano passado, segundo o Relatório de Mercado de Arte Art Basel/UBS.
  • No dia de abertura, houve vendas significativas: Liu Ye por US$ 3,8 milhões e Marlene Dumas por US$ 3,5 milhões, ambas pela David Zwirner; Picasso de 1968, por cerca de €3,5 milhões, pela Bastian.
  • Hauser & Wirth vendeu escultura de Louise Bourgeois por US$ 2,2 milhões e pintura de George Condo por US$ 2,3 milhões para um colecionador privado; White Cube reportou cerca de £ 4 milhões em vendas no dia.
  • Hong Kong firmou acordo com a Art Basel para sediar a feira sozinha pelos próximos cinco anos, com abertura de quatro novas galerias na cidade e amadurecimento das instituições asiáticas.

Art Basel Hong Kong apresentou sinais de normalidade no mercado de arte, diante de interrupções na oferta global. A feira, em Hong Kong, ocorre em meio a tensões no setor da energia e a desaceleração de áreas ocidentais, com foco em compradores da região.

O evento recebeu visitantes internacionais, mantendo o volume de VIPs conforme o registrado no ano anterior, segundo a diretora Angelle Siyang-Le. O objetivo é manter Hong Kong como hub estável para encontros de negócios em tempos difíceis.

Ainda assim, o público presente ganhou contornos regionais, com compradores europeus menos presentes no preview de hoje. Um colecionador belga destacou a pouca presença de colegas, enquanto compradores americanos e curadores internacionais chamaram atenção.

Vendas e cenário de mercado

A edição mostra sinais de estabilização do mercado chinês, após queda prolongada, conforme o relatório Art Basel/UBS. A percepção é de que, embora preços altos ainda não voltem aos níveis pré-pandemia, o volume de transações permanece expressivo.

Durante o dia de VIP, nenhuma galeria informou venda de obras acima de 5 milhões de dólares, inclusive a obra mais cara da feira até então, avaliada em 11 milhões de dólares. À tarde, no entanto, houve anúncios de vendas de alto nível.

Marcas como David Zwirner informaram valores próximos de 3,8 milhões de dólares para Liu Ye e 3,5 milhões para Marlene Dumas. A Bastian Gallery vendeu um Picasso de 1968 por cerca de 3,5 milhões de euros. Hauser & Wirth registrou operações na casa dos milhões com obras de Bourgeois e Condo.

Infraestrutura e atuação regional

White Cube e outras galerias reportaram vendas significativas, com indicações de forte interesse asiático. Galleristas locais observaram uma mudança de comportamento, com compradores mais cautelosos e foco em jornadas de decisão mais longas.

Han Hong Kong segue recebendo novas galerias, o que ameniza receios sobre o recuo de dealers ocidentais. A cidade assinou acordo para sediar a região da Art Basel pelos próximos cinco anos, sinal de compromisso com o polo artístico.

Panorama institucional e futuro

Instituições asiáticas ganham espaço, com a presença de museus e fundações novas na região. Representantes de Dib Bangkok e da Tanoto Art Foundation participaram do evento, reforçando o amadurecimento do ecossistema local.

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