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Umberto Allemandi, fundador da Il Giornale dell’Arte, morre aos 88 anos

Líder da rede internacional de publicações sobre arte, Allemandi morre aos 88 anos, deixando legado em il Giornale dell’Arte e The Art Newspaper

Umberto Allemandi © Anna Somers Cocks
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  • Umberto Allemandi morreu em 9 de março de 2026, aos 88 anos, deixando um legado como fundador do Il Giornale dell’Arte e da rede internacional de jornais de arte, incluindo The Art Newspaper.
  • Em 1983 foi lançado o primeiro número do Il Giornale dell’Arte, mantendo uma cobertura ampla de política cultural, museus, exposições, restauração, mercado de arte e publicação.
  • A rede internacional ganhou edições em inglês, grego, francês, espanhol, russo, chinês e turco, com princípios editoriais comuns e independência de cada título.
  • Além do jornal, Allemandi criou a editora Umberto Allemandi & C., com quase 2.800 títulos e publicações que incluem obras de referência em história da arte, arquitetura e cultura, além de séries multimídia.
  • Em 2025, o arquivo completo do Il Giornale dell’Arte ficou disponível online; entre 2002 e 2014 ele também criou o Il Giornale dell’Architettura, retomado online em 2014.

Umberto Allemandi, publisher visionário por trás do Il Giornale dell’Arte, morreu aos 88 anos. O editor deixou uma rede internacional de publicações, incluindo The Art Newspaper, que ajudou a transformar o jornalismo cultural.

Allemandi começou a escrever ainda jovem, criando jornais em momentos simples da vida, e moldou seu estilo com a prática no estúdio de publicidade de Armando Testa. Essas experiências moldaram a prioridade dele pela clareza e pelo impacto das manchetes.

Na década de 1980, cofundou Il Giornale dell’Arte, diário dedicado inteiramente às artes, com sede em Turim. A publicação estabeleceu um padrão de cobertura ampla, do policy cultural a museus, exposições e mercado de arte.

Legado internacional

Em 1990 nasceu The Art Newspaper, edição londrina em inglês, lançada sob o selo Umberto Allemandi & Co. Publishing Ltd. Anna Somers Cocks co-dirigiu a publicação até 2002 e, posteriormente, tornou-se esposa dele. O grupo expandiu-se com edições na Grécia, França, Espanha e, no século XXI, Rússia, China e Turquia.

Ao longo dos anos, Allemandi criou também títulos como Il Giornale dell’Arte Architettura e uma editora reconhecida pelos livros em tom aquamarine, conhecidos como “Allemandi blue”. A empresa publicou obras de renomados críticos e historiadores de arte, além de catálogos para museus internacionais.

Período de transformação

Entre 1982 e 2015, o núcleo editorial amadureceu e ocupou espaços importantes no cenário global. A sede mudou duas vezes em Turim, consolidando-se no Quadrilátero Romano desde 2015. O primeiro número do Il Giornale dell’Arte saiu em 1983, sob a direção de Allemandi e Gianna Marini.

A rede editorial tornou-se um marco na imprensa de arte, associando independência editorial a uma cobertura abrangente. Em paralelo, a editora lançou obras de referência sobre história da arte, arquitetura e cultura visual, com reconhecimentos nacionais e internacionais.

Disponibilização digital e reconhecimento

Entre 2002 e 2014, o Il Giornale dell’Arte expandiu-se para o online, mantendo a versão impressa mensal com extensa cobertura. Em 2025, o arquivo completo da publicação passou a estar disponível na web, preservando quatro décadas de atividade.

Allemandi recebeu prêmios como o National Prize for Culture italiano e reconhecimentos de instituições britânicas e norte-americanas. Seu trabalho consolidou uma rede global de imprensa artística independente e com princípios editoriais compartilhados.

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