- A quinta edição da Aberto, exposição que une arte, arquitetura e design, abriu em São Paulo neste mês, com a Casa Bola de Eduardo Longo como destaque.
- O evento ocorre em dois locais: a Casa Bola, casa esférica criada pelo arquiteto, e a Avenida Faria Lima, principal via da cidade, até 31 de maio.
- Participam casas galeristas como Fortes D’Aloia & Gabriel, Mendes Wood DM, Luisa Strina, Nara Roesler, Almeida & Dale, e pela primeira vez Gladstone Gallery.
- A maior parte das obras é inédita; a Casa Bola funciona como obra de arte em si, enquanto o restante fica em um galpão de três andares ao lado.
- A curadoria destaca a Casa Bola como protótipo de vida sustentável, misturando referências do período Counterculture e obras contemporâneas que dialogam com a prática de Longo.
A quinta edição de Aberto, exposição anual que reúne arquitetura, arte e design, abriu em São Paulo neste mês. O destaque é Casa Bola, casa esférica projetada pelo arquiteto Eduardo Longo, integrada à mostra que ocorre também na Avenida Faria Lima. O evento fica em cartaz até 31 de maio.
Ao todo, participam seis galerias nacionais e mais de 50 artistas. Entre as casas e espaços ocupados, a Casa Bola funciona como obra de arte em si, enquanto a programação principal se desdobra em um galpão de três andares ao lado, pela dinâmica da curadoria.
A iniciativa reúne galerias como Fortes D’Aloia & Gabriel, Mendes Wood DM, Luisa Strina, Nara Roesler e Almeida & Dale. Gladstone Gallery, com espaços em Nova York, Bruxelas e Seul, participa pela primeira vez nesta edição.
A curadoria principal contempla obras com traços entre orgânico e industrial. Além de peças de nomes como Daniel Steegman Mangrane, Marina Simão, Leonor Antunes e Vivian Caccuri, destaca-se uma apresentação do top floor dedicada à prática de Longo e à Casa Bola, reforçando o universo em que o arquiteto vive desde os anos 1970.
A mostra na Casa Bola aborda a origem da residência, que Longo construiu com materiais mínimos e incorporou escombros de uma construção adjacent. A curadoria reforça a ideia de transformação constante do conjunto desde a década de 1970, buscando refletir um espírito de utopia.
A programção externa traz referências históricas ao movimento modernista pré-citado. Obras de Claudio Tozzi e Rubens Gerchman dialogam com produções contemporâneas que respondem à abordagem experimental de Longo, como uma escultura antropomórfica feita com potes de alumínio encontrados, assinada por Marepe.
A organização lembra que Aberto nasceu para abrir espaços de arquitetura modernista em São Paulo, muitas vezes restritos a residências. O criador Filipe Assis ressalta a fragilidade de casas históricas na cidade e a função da mostra como plataforma de diálogo entre arte, preservação e memória.
Desde a primeira edição, Aberto cresceu para além de uma experiência privada. Em Paris, o projeto ganhou desdobramento internacional, ampliando o público e fortalecendo a percepção de que espaços privados podem se tornar palcos de prática criativa e debate público.
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