- O Palisades Fire Memorial, organizado pela House Museum, busca preservar mais de uma dúzia de chaminés de casas projetadas por arquitetos de destaque que foram destruídas pelos incêndios na região.
- No dia 7 de janeiro, moradores participaram de um evento para a apresentação do memorial, que reúne chaminés de nomes como Richard Neutra, Ray Kappe e Eric Lloyd Wright.
- O idealizador do projeto, o artista Evan Curtis Charles Hall, afirmou que a participação mostra o interesse da comunidade e funciona como teste para o memorial definitivo.
- Há três propostas em pauta para um espaço permanente, com apoio público, incluindo do senador estadual Ben Allen.
- Atualmente, as chaminés estão em várias fases: algumas reconstruídas, outras agrupadas como lembranças, e o projeto segue com trabalhos de resgate, organização de alicerces e planejamento de local fixo.
O Palisades Fire Memorial é um projeto da House Museum para preservar chaminés de casas com arquitetura marcante que foram destruídas pelos incêndios de Los Angeles no ano anterior. A primeira cerimônia, realizada em 7 de janeiro, reuniu moradores na encosta de Palisades, sob um dia de sol claro e cenário pacífico, contrastando com a devastação registrada no ano passado.
O objetivo é manter dezoito a vinte chaminés de residências projetadas por nomes como Richard Neutra, Ray Kappe e Eric Lloyd Wright, neto de Frank Lloyd Wright. O fundador do memorial, o artista Evan Curtis Charles Hall, acompanhou o evento ao lado de vizinhos que visitaram o local para testemunhar o início do projeto.
A celebração ocorreu em meio a relatos de reconstrução após o fogo que afetou grande parte da comunidade. Desde o incidente, Hall colaborou com moradores, autoridades locais e estaduais para recuperar as peças remanescentes, encontrar um espaço definitivo para o memorial e captar recursos.
Progresso e apoio público
Atualmente, existem três propostas para um espaço permanente, com apoio de figuras públicas como o senador estadual Ben Allen, presente no evento. Allen destacou a importância de encontrar um local estável onde a memória possa servir de referência para a comunidade.
No terreno, várias chaminés foram reconstruídas, enquanto outras permanecem como montes de tijolos identificados por etiquetas como Neutra, Wright e Mercer. Parte das estruturas permite visualizar salas e famílias que costumavam frequentar o espaço, enquanto outras exigem imaginação ou reconstituições digitais.
Kraig Hill, residente de Malibu cuja casa foi destruída, acompanhou a cerimônia. Hill atua como músico e ex-gestor urbano, e sua chaminé, associada a uma residência de Louise Randall Pierson, pode ter tido origem no trabalho de Craig Ellwood, figura importante da arquitetura mid-century. Hill percorreu o local para identificar tijolos remanescentes da construção que ficava na Seaboard Road.
O trabalho técnico de manuseio e organização dos tijolos contou com a coordenação de Ean Frank, membro da diretoria da House Museum, e com o apoio da US Army Corps of Engineers. Frank dirige a Signifcant Structures, empresa especializada em restauração de patrimônios.
Arquitetos envolvidos desde o início do processo incluem Jack Hillbrand, do Studio 1323, que expressou otimismo cauteloso sobre a conclusão do memorial. Em sua visão, o memorial funciona como espaço público de memória, semelhante a outros marcos de reflexão, preservando um momento histórico para futuras gerações.
Hillbrand enfatizou lições sobre reconstrução seguras, destacando a necessidade de incorporar conhecimentos embutidos nas chaminés ao planejamento de novas residências resistentes ao fogo. O debate também apontou para o papel das comunidades indígenas na região, cuja experiência com incêndios foi citada como necessária para futuras adaptações.
Entre na conversa da comunidade