- Estudantes ocuparam o Liceu Cavour, em Roma, e registraram um achado no porão da escola: uma antiga sala de caldeiras e, além dela, paredes romanas e um espaço que levou a uma villa romana.
- A vila fica abaixo da escola e data de meados do século II d.C., época em que imperadores como Adriano e Marco Aurélio governavam vastas áreas do império.
- As escavações começaram em setembro de dois mil e vinte e cinco, e os arqueólogos apresentaram as descobertas em vinte e oito de maio.
- Entre os achados estão mosaico com azulejos, paredes decoradas com afrescos, objetos de uso cotidiano como ânforas e copos, além de quarenta e oito caixas com artefatos.
- Registros indicam que a villa já havia sido parcialmente revelada em mil oitocentos e noventa e cinco durante obras de uma estrada, mas o local acabou esquecido e permanece em expansão de estudo.
A ocupação estudantil do Liceu Cavour, em Roma, desencadeou, em janeiro de 2021, uma série de protestos contra o ensino remoto durante a segunda onda da Covid-19. A ação levou alunos a acampar no pátio e a explorar áreas restritas da escola.
Ao retornar às atividades, os estudantes passaram a relatar aos docentes vestígios sob o edifício. A professora Claudia Marino, de história e latim, confirmou que a turma encontrou uma antiga sala de caldeiras e estruturas romanas preservadas.
Descoberta sob o Liceu
As escavações, iniciadas em setembro de 2025 pela Superintendência Especial de Roma, revelaram uma domus de meados do século 2 d.C. sob a escola. A área abriga uma villa antiga com afrescos, mosaicos e paredes bem conservadas.
Entre os achados estão uma ânfora e copos que datam de períodos posteriores da Roma Antiga. O acervo já ocupa 48 caixas para estudo e documentação.
O que se sabe até agora
A villa fica próxima ao Coliseu e já era associada a áreas residenciais relevantes na Roma Imperial. Pichações históricas aparecem nas paredes, relembrando ocupações ao longo de décadas.
Os espaços encontrados são majoritariamente subterrâneos, com cômodos decorados com mosaicos e motivos florais. Parte da estrutura inclui abóbadas em tijolo e paredes de argamassa desgastada pelo tempo.
Próximos passos
As equipes de arqueologia avaliam a extensão da villa, que pode ser maior do que as áreas já escavadas. O objetivo é concluir as escavações e tornar o local acessível a estudantes e visitantes.
Entre na conversa da comunidade