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Plano de muro na fronteira do Rio Grande ameaça arte rupestre, dizem moradores

Arqueólogos e proprietários alertam que a extensão do muro na fronteira pode danificar arte rupestre milenar no Lower Pecos, Val Verde, afetando dezenas de sítios

A rock art mural known as the "white shaman" along the Lower Pecos River in Texas
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  • Planos de estender a muralha da fronteira México–EUA pelo condado de Val Verde, no Texas, podem cortar propriedades privadas na região oeste de Del Rio, perto da confluência do Pecos com o Rio Grande.
  • A área abriga centenas de pinturas rupestres no estilo Pecos, com algumas datando de até cerca de 5.700 anos atrás.
  • Em 2021, a região foi designada Patrimônio Histórico Nacional, destacando sua importância arqueológica.
  • Cerca de oitenta sítios conhecidos ficariam ao sul da muralha proposta, mais treze a até quinhentos metros dela; vibrações da obra poderiam destabilizar rochas e danificar a arte.
  • A Customs and Border Protection (Proteção de Alfândega e Fronteiras) disse ter realizado contatos e avaliações ambientais para mitigar impactos, mas moradores e pesquisadoras dizem não ter havido divulgação pública.

Planos para estender a muralha na fronteira dos EUA com o México pela região de Val Verde, no Texas, levantam preocupações entre arqueólogos e proprietários locais. A iniciativa pode atravessar áreas com arte rupestre milenar situadas ao longo do Lower Pecos, próximo ao Rio Pecos e ao Rio Grande, na fronteira com o México. As notificações federais apontam a possibilidade de a barreira cruzar diretamente propriedades privadas em terreno acidentado, perto de Del Rio.

A área abriga centenas de murais no estilo Pecos, alguns com origem estimada em até 5.700 anos. Estudos indicam que o território recebeu designação como Local Histórico Nacional em 2021, destacando sua importância. Especialistas enfatizam a riqueza de registros visuais que, segundo eles, compõem uma espécie de biblioteca antiga com obras de várias gerações de artistas.

Pela estimativa de Carolyn Boyd, arqueóloga da Texas State University, cerca de 80 sítios conhecidos ficariam ao sul da possível barreira, enquanto 13 estariam a até 500 metros do traçado. Proprietários e pesquisadores temem que vibrações da obra e outras intervenções possam desestabilizar as rochas e destruir os desenhos.

Contexto arqueológico

Segundo Boyd, o conjunto de murais abrange dimensões expressivas, com alguns trechos ultrapassando 100 pés de extensão e 20 pés de altura, reunindo centenas de imagens. As pinturas refletem visões e práticas de comunidades que habitaram a região ao longo de milênios.

A liderança de Shumla Archaeological Research & Education Center afirma que a área já foi reconhecida pela importância cultural, o que intensifica o debate sobre impactos de obras de infraestrutura. A UNESCO não foi mencionada no material disponível.

Posicionamento oficial

Um porta-voz da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA informou que o órgão realizou consultas públicas e avaliações ambientais para o projeto e busca reduzir efeitos sobre recursos culturais e ambientais. Mesmo assim, moradores e pesquisadores relatam falta de comunicação clara sobre a extensão e o cronograma da obra.

O cronograma da extensão da fronteira em Val Verde permanece incerto, com negociações em curso para o segmento mais amplo de Big Bend. Enquanto isso, o destino da arte rupestre do Pecos segue sem definição.

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