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Sítio arqueológico no Chile derruba novamente teoria sobre povoamento das Américas

Monte Verde, no Chile, pode ter entre seis e oito mil anos, reavivando o debate sobre a migração de povos na pré-história americana

Claudio Latorre said that on the discovery of the Monte Verde site the idea of the population of the Americas going from north to south was ‘chucked out of the window’. Photograph: Instituto de Ecología y Biodiversidad (IEB), Pontificia Universidad Católica de Chile.
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  • Novo estudo contesta a idade de Monte Verde, no sul do Chile, que pode ter entre 6.000 e 8.000 anos, não 14.500 como se pensava.
  • A datação foi colocada em dúvida por erosão do solo, que teria colocado evidências mais recentes em camadas antigas.
  • A conclusão reabre o debate sobre a expansão norte‑sul das populações humanas nas Américas e a teoria pré‑Clóvis.
  • O estudo é liderado pelo Dr. Todd Surovell, da Universidade de Wyoming, e foi publicado na revista Science.
  • Monte Verde foi originalmente escavado entre 1977 e 1985 por Tom Dillehay e colegas; as novas avaliações dependem de reexames de outros sítios pré‑Clóvis.

A equipe de arqueólogos publicou um estudo na revista Science com a hipótese de que Monte Verde, no sul do Chile, tem idade de 6 mil a 8 mil anos. O reexame reavalia a datação anterior que situava o sítio em cerca de 14,5 mil anos. A nova leitura aponta erro de estratificação causado pela erosão do solo, que deslocou vestígios recentes para camadas mais antigas.

O sítio de Monte Verde, próximo a Puerto Montt, ganhou destaque na década de 1970 por sugerir presença humana na América do Sul muito antes da cultura Clóvis, que teria chegado pela ponte de Bering entre 13,4 mil e 12,8 mil anos atrás. A reinterpretação coloca esse marco temporal em xeque, reorientando o debate sobre a migração humana.

A investigação atual foi liderada pelo pesquisador Todd Surovell, da Universidade de Wyoming, e envolve uma equipe multidisciplinar. Os autores afirmam ter obtido permissões para estudar novamente o local após a expiração dos licenciamentos originais, sem revelar novos dados de campo além do que já está publicado.

A nova leitura sustenta que a idade de Monte Verde é significativamente menor do que se acreditava. Para alguns especialistas, isso reaviva a hipótese de uma expansão norte-sul após o início da ocupação na América do Norte, mantendo o Clóvis como referência recente.

A pesquisa destaca a importância de revisar sítios pré-Clóvis em toda a região americana. Diversos locais já foram identificados, desde o México até partes da América do Sul, mas ainda não contam com comprovação robusta para sustentar novas cronologias.

O estudo de Surovell não elimina a relevância histórica de Monte Verde, mas sugere que a datação anterior representa um viés provocado por processos geológicos. A equipe aponta a necessidade de novas análises para confirmar as cronologias regionais e entender melhor a ocupação inicial do continente.

A comunidade acadêmica permanece dividida sobre o tema, com pesquisadores reforçando a necessidade de evidências independentes. A discussão, segundo os autores, deve seguir com mais avaliações e revisões de outros sítios pré-Clóvis na região.

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