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Romanos antigos usavam transferência fecal com fezes, tomilho e azeite

Evidências físicas sugerem que romanos utilizavam fezes humanas com tomilho e azeite em tratamentos médicos, corroborando descrições de Galeno

Os pesquisadores rasparam esses flocos acastanhados de dentro da garrafa de vidro
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  • Pesquisadores encontraram evidências físicas de uso de fezes humanas em tratamentos médicos dos romanos, em um estudo publicado no Journal of Archaeological Science: Reports.
  • Sete garrafas de vidro romanas, chamadas unguentaria, foram analisadas, com um resultado conclusivo obtido a partir de um artefato escavado na antiga cidade de Pérgamo, do século II.
  • A amostra revelada continha fezes humanas, alta concentração de tomilho e azeite, associando o objeto a uma preparação médica descrita por Galeno.
  • Galeno, médico romano influente há milênios, é citado como referência da prática após a constatação arqueológica.
  • Os autores destacam que, além de figurar nos textos antigos, a prática de transferência fecal já era conhecida na antiguidade e foi comprovada por meio de evidências materiais.

O que aconteceu

Pesquisadores anunciaram evidências físicas de que romanos usavam fezes humanas em tratamentos médicos. A descoberta foi feita em artefatos de vidro romanos, conhecidos como unguentaria, durante uma investigação sobre objetos do Museu de Bergama, na Turquia. O estudo foi publicado no Journal of Archaeological Science: Reports.

Quem está envolvido e onde

O estudo é liderado pelo arqueólogo Cenker Atila, da Universidade Sivas Cumhuriyet, na Turquia. O pesquisador analisou sete vasos de vidro, entre eles um achado no sítio de Pérgamo, antiga cidade da Frígia, hoje na Turquia. A análise revelou a presença de fezes humanas, tomilho e azeite no interior de um frasco do século II.

Quando e por que aconteceu

As evidências físicas foram coletadas durante a pesquisa destinada a mapear objetos de vidro do Museu de Bergama. A análise ficou pronta e foi publicada em 19 de janeiro. Os autores destacam que, embora textos romanos já descrevessem a prática, esta é a primeira confirmação material por meio de um artefato arqueológico.

Como foi feito e o que foi encontrado

Atila abriu a tampa de barro de uma unguentaria, retirou uma amostra de flocos acastanhados e determinou a composição do conteúdo. O conjunto indica fezes humanas, alta concentração de tomilho e azeite. A descoberta é associada à prática médica descrita pelo médico romano Galeno.

Contexto histórico e implicações

Galeno, nascido em Pérgamo, foi uma referência na medicina antiga e influenciou a prática médica por séculos. Os autores do estudo destacam que o remédio descrito por Galeno aparece agora comprovado em material arqueológico. O tomilho é citado pela função antibacteriana e pela redução de odor na preparação.

Entre o texto e o objeto

Especialistas notam que frascos de vidro costumavam armazenar perfumes, mas alguns teriam sido reutilizados como recipientes de remédios. A análise também levanta questões sobre o contexto em que o frasco foi encontrado, incluindo a possibilidade de ter sido achado em sepulturas associadas à prática médica antiga.

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