- O Tratado Novo START expira nesta quinta-feira, removendo os limites mútuos dos dois maiores arsenais nucleares do mundo.
- O acordo limitava o arsenal estratégico implantado a 1.550 ogivas e o total de sistemas de entrega a 800, com monitoramento e inspeções abrangentes.
- Rússia e Estados Unidos possuem arsenais centrais estimados em dezenas de milhares de ogivas cada, com números divergentes em fontes, e o monitoramento conjunto está suspenso desde 2023.
- Defensores de controle de armas apelam para que as duas potências busquem uma solução de última hora; propostas de extensão de Putin não avançaram para negociações substanciais.
- O fim do Novo START é visto como golpe significativo para o regime internacional de controle de armamentos e pode acelerar uma nova corrida armamentista e desfechos no contexto do Tratado de Não Proliferação Nuclear.
O tratado New Start entre os EUA e a Rússia vence nesta semana, removendo os limites mútuos sobre os dois maiores arsenais nucleares. Com isso, não há mais teto acordado para ogivas implantadas nem para sistemas de entrega.
O fim do acordo abre espaço para uma trajetória de acúmulo e modernização de arsenais por ambas as partes, em um momento de tensão internacional acentuada. O pacto estabelecia 1.550 ogivas implantadas por país e 800 sistemas de entrega no total.
Quem está envolvido e quando
- Envolvidos: Estados Unidos e Rússia.
- Quando: validade do tratado expira nesta semana.
- Onde: na prática, os arsenais de ambos os países e as instituições de verificação que acompanharam o acordo.
- Por quê: ao término, desaparecem os limites mútuos e o regime de monitoramento.
Contexto e desdobramentos
- O fim do New Start encerra mais de cinco décadas de controle de armamentos em meio a instabilidade global.
- Com a suspensão de participação russa no monitoramento formal em 2023, as inspeções técnicas também ficam sem vigência.
- Analistas indicam que a ausência de um acordo pode intensificar correntes de corrida armamentista e reduzir a transparência entre as potências.
Frentes de reação e leitura de especialistas
- Líderes e especialistas destacam que a não-renovação pode exigir novas abordagens para conter riscos nucleares e manter canais de diálogo.
- Observadores citam a necessidade de envolver outras potências, como a China, para qualquer acordo abrangente.
- Organizadores de controle de armas ressaltam que o rompimento do New Start pode afetar a estrutura do regime internacional de não proliferação.
Panorama estratégico
- A queda do pacto coincide com decisões de modernização de arsenais, com investimentos elevados em capacidades nucleares.
- A situação alimenta debates sobre o papel da dissuasão nuclear na estabilidade global e sobre a relevância de acordos de controle de armas.
- Não há indicação de retomada imediata de negociações formais, de acordo com fontes próximas aos governos.
Entre na conversa da comunidade