{"id":75159,"date":"2026-02-02T21:00:00","date_gmt":"2026-02-03T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/staging.portaltela.com\/noticias\/2026\/02\/02\/a-historia-de-como-artistas-retratam-o-corpo-feminino\/"},"modified":"2026-02-02T21:00:00","modified_gmt":"2026-02-03T00:00:00","slug":"a-historia-de-como-artistas-retratam-o-corpo-feminino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/staging.portaltela.com\/arte-contemporanea\/2026\/02\/02\/a-historia-de-como-artistas-retratam-o-corpo-feminino\/","title":{"rendered":"A hist\u00f3ria de como artistas retratam o corpo feminino"},"content":{"rendered":"<p>Amy Dempsey lan\u00e7a The Female Body in Art, livro que revisita a rela\u00e7\u00e3o entre exposi\u00e7\u00e3o excessiva e invisibilidade do corpo feminino na arte. A obra analisa obras e contextos desde a Renascen\u00e7a at\u00e9 os dias atuais, destacando tens\u00f5es hist\u00f3ricas e debates contempor\u00e2neos.<\/p>\n<p>A autora observa uma contradi\u00e7\u00e3o marcante: em Londres, entre 1500 monumentos p\u00fablicos, haveria mais esculturas de animais que de mulheres com nome propio, ainda que a presen\u00e7a feminina seja cont\u00ednua em edif\u00edcios p\u00fablicos. O tema guia o livro, ainda que busque celebrar imagens positivas.<\/p>\n<p>Entre as escolhas, Dempsey parte de Botticelli, Rafael e Baldung para abrir o panorama, e mergulha nos s\u00e9culos XX e XXI, buscando obras que mobilizem leitura cr\u00edtica sem recair em simplifica\u00e7\u00f5es. A curadoria privilegia imagens que encantam e provocam reflex\u00e3o.<\/p>\n<h3>Perspectivas contempor\u00e2neas e di\u00e1logos visuais<\/h3>\n<p>Barbara Kruger e as Guerrilla Girls aparecem como voz contundente sobre representa\u00e7\u00f5es femininas na hist\u00f3ria da arte. A autora cita questionamentos hist\u00f3ricos de 1989 sobre a nudez de mulheres em grandes museus, contextualizando o debate atual.<\/p>\n<p>A sele\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m traz obras de Yves Klein em uma leitura que envolve a participa\u00e7\u00e3o de mulheres como colaboradoras, ampliando o olhar sobre autoria, corpo e ag\u00eancia na pr\u00e1tica art\u00edstica. Entre dedicat\u00f3rias e reinterpretaciones, o livro prop\u00f5e di\u00e1logo entre \u00e9pocas.<\/p>\n<p>Entre as escolhas modernas, Tracey Emin apresenta uma obra monumental de 2022 dedicada \u00e0 m\u00e3e, enquanto Frida Kahlo aparece com Self-Portrait With Cropped Hair (1940), que mostra a artista com estilo contundente diante das transforma\u00e7\u00f5es pessoais.<\/p>\n<h3>Ep\u00edlogo e objetivo<\/h3>\n<p>Dempsey afirma que o foco \u00e9 apontar imagens positivas e instigantes, buscando contrabalan\u00e7ar coberturas negativas do tema. O objetivo \u00e9 transformar o modo como o p\u00fablico enxerga o corpo feminino na arte, promovendo visibilidade sem estere\u00f3tipos.<\/p>\n<p>A obra funciona como um passeio expositivo, conectando debates de g\u00eanero, colonialidade e representa\u00e7\u00e3o. Entre as refer\u00eancias, Kehinde Wiley dialoga com Rubens em The Three Graces (2023 vs. 1630-35), ampliando a conversa sobre tempo e espa\u00e7o.<\/p>\n<p>O projeto encerra com Julie Rrap e a obra SOMOS (Standing On My Own Shoulders) de 2024, uma pe\u00e7a em bronze que retrata a pr\u00f3pria artista em tamanho real, elevando a reflex\u00e3o sobre visibilidade de mulheres artistas ao longo da hist\u00f3ria.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<ul>\n<li>O livro de Amy Dempsey, The Female Body in Art, discute a tens\u00e3o entre exposi\u00e7\u00e3o excessiva e invisibilidade da presen\u00e7a feminina na arte.<\/li>\n<li>A obra parte de um panorama hist\u00f3rico, come\u00e7ando pela Renascen\u00e7a e passando por s\u00e9culos seguintes, at\u00e9 chegar aos s\u00e9culos XX e XXI, com foco nas fases em que a imagem da mulher \u00e9 celebrada ou estereotipada.<\/li>\n<li>Dempsey escolhe artistas e obras que celebram aspectos positivos, incluindo Barbara Kruger, Guerrilla Girls e Yves Klein, entre outros, para destacar vozes que pedem mudan\u00e7a.<\/li>\n<li>Entre as escolhas destacadas est\u00e3o Tracey Emin, Frida Kahlo e Kehinde Wiley, com di\u00e1logos entre obras que exploram g\u00eanero, sexualidade e colonialidade.<\/li>\n<li>O livro fecha com a obra de Julie Rrap, SOMOS (Standing On My Own Shoulders), 2024, e refor\u00e7a a ideia central: toda artista merece ser vista.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"author":15,"featured_media":75160,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[702,1939],"tags":[433,96,563,562,2072,2073],"class_list":["post-75159","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-arte","category-arte-contemporanea","tag-a-pessoa-humana","tag-arte","tag-artes-visuais","tag-cultura","tag-kehinde-wiley","tag-rubens"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/staging.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/posts\/75159","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/staging.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/staging.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/staging.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/users\/15"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/staging.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/comments?post=75159"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/staging.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/posts\/75159\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/staging.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/media\/75160"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/staging.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/media?parent=75159"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/staging.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/categories?post=75159"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/staging.portaltela.com\/api\/wp\/v2\/tags?post=75159"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}