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Furões de terapia usados para controlar ratos na prisão infantil do Reino Unido

Ferrets terapêuticos usados para controlar ratos na maior prisão juvenil do Reino Unido, em Wetherby, geram ferimento em roedor e acendem debates sobre bem-estar animal e segurança

The practise of using ferrets to combat rising rat numbers at Wetherby young offender institution was approved last month.
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  • Ferrets são mantidos como animais de terapia no HMYOI Wetherby, o maior centro de menores do Reino Unido, e foram usados para caçar ratos no pátio e em escritórios da prisão.
  • A decisão de permitir a prática foi tomada na última semana por gestores, após aumento da infestação de ratos no local.
  • Segundo queixas da Federação dos Oficiais da Prisão, um jovem responsável pelos ferrets presenciou o feral ataque de uma rata, descrito como perturbador e inadequado.
  • Em outra queixa, a raticida foi “pisada” até a morte por um funcionário sênior diante de oficiais da prisão, levantando preocupações sobre bem-estar animal, saúde e segurança.
  • Autoridades e o sindicato questionam a prática, pedem revisão da política e destacam riscos de bem-estar, contaminação e conformidade com leis de saúde e bem-estar animal.

Dois segmentos de terapia com furões no HMYOI Wetherby, na Inglaterra, foram usados para caçar ratos nos espaços da prisão, após aumento de roedores nas áreas administrativas e externas. A prática foi aprovada pelas autoridades da instituição no mês passado, segundo relatos de sindicalistas e documentos internos.

O que aconteceu envolve ferrets mantidos como parte de um programa terapêutico para jovens, que passaram a ser usados para controlar a infestação de ratos. Um adolescente responsável pelos animais testemunhou cenas de agressão a um roedor, segundo uma queixa ao sindicato. Também há relatos de que o roedor foi esmagado por um funcionário sênior na presença de agentes penitenciários.

Quando e onde ocorreu o episódio: no HMYOI Wetherby, localizada em West Yorkshire. A situação emergiu em meio a uma sequência de ocorrências de roedores dentro do prédio e áreas abertas da prisão, que abrangeram semanas anteriores ao relato público.

Quem está envolvido inclui o próprio jovem encarregado dos furões, operadores da prisão, gestão sênior e trabalhadores de manutenção. O Sindicato dos Oficiais de Prisão (POA) aponta falhas no contrato de terceirização de manutenção como fator que impulsionou a prática, exigindo fim imediato.

Porquê ocorreu: a administração autorizou o uso dos furões para reduzir a população de ratos após o aumento registrado na prisão. A medida foi defendida como tentativa de controle de pragas, mas gerou controvérsia sobre bem-estar animal, segurança e impacto psicológico nos internos.

Controvérsias e medidas

Relatos apontam risco de contaminação, insegurança e violação de normas de saúde no trabalho. O POA pediu a reversão da prática e a internalização de serviços de manutenção para evitar terceirizações inadequadas. A instituição informou que reforçou procedimentos de controle de pragas após o incidente.

Especialistas em bem-estar animal destacam a necessidade de manejo controlado por adultos experientes. A National Ferret Welfare Society não comentou casos específicos, mas reforça cautela na aplicação de técnicas de manejo e não apoia a sacrifício de animais sem supervisão adequada.

Prisão de Wetherby, que abriga até 288 jovens entre 15 e 18 anos, vive um contexto de dificuldades estruturais. Em relatório recente, o estabelecimento foi apontado por violência e autoagressão entre os internos, alimentando debate sobre condições de detenção.

Autoridades prometem revisão de procedimentos para evitar novos episódios. A Health and Safety Executive investiga as condições de trabalho relatadas, incluindo o uso de animais na vigilância de roedores. As informações oficiais ressaltam a necessidade de procedimentos mais seguros e transparentes.

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