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Argentina em negociações avançadas para destino de deportações dos EUA, diz NYT

Argentina avança em negociações com os EUA para tornar-se destino de deportações de imigrantes, conforme NYT

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
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  • EUA e Argentina estão em conversas avançadas para assinar acordo que permitiria aos Estados Unidos deportar imigrantes de outros países para a Argentina.
  • Autoridades argentinas trabalhavam para finalizar, neste mês, o acordo de terceiro país.
  • A Reuters não conseguiu confirmar a informação de forma independente; um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA não comentou.
  • O acordo de terceiro país apoiaria a intenção do presidente Donald Trump de ampliar as deportações de imigrantes ilegais para terceiros países, entre eles Sudão do Sul, Eswatini, El Salvador, Costa Rica e Panamá.
  • Argentina, historicamente aberta à imigração, tem o presidente Javier Milei buscando endurecer as regras para quem entra no país.

A Estados Unidos e a Argentina estão em negociações avançadas para assinar um acordo que permitiria devolver imigrantes de outros países para a Argentina, segundo o New York Times divulgado na sexta-feira. O objetivo seria estabelecer um terceiro país como destino das remoções.

Fontes citadas pelo NYT indicaram que autoridades argentinas trabalham para finalizar, ainda neste mês, o acordo de país terceirizado com os EUA. A reportagem ressalta que o tema está em estágio de aproximação e depende de formalizações diplomáticas.

A Reuters não pôde confirmar a informação de forma independente. Um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA não comentou o assunto. O Ministério das Relações Exteriores da Argentina não respondeu de imediato aos pedidos de comentário.

O acordo de terceiro país ocorreria em um momento em que a administração de Donald Trump tem apontado para ampliar as remoções de imigrantes que permanecem no país sem documentação. A proximidade entre Milei e Trump é citada como um fator relevante no contexto político argentino.

A Argentina, historicamente aberta à imigração, tem sinalizado mudanças na política migratória sob o governo de Javier Milei, com foco em reforçar inspeções de antecedentes e exigir cobertura de saúde para viajantes, segundo a matéria associada ao NYT.

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