- Em 2025, o desmatamento no Brasil atingiu 985 mil hectares, o menor valor desde 2019 e pela primeira vez ficou abaixo de um milhão de hectares.
- A queda foi de 20% em relação a 2024, com o Pantanal registrando a maior redução, de 48%.
- O Cerrado foi o bioma mais afetado, respondendo por mais da metade da área desmatada, com mais de 540 mil hectares.
- Matopiba concentrou 52% do total desmatado; a expansão agropecuária é apontada como o principal motor, respondendo por 99% da perda de vegetação nativa.
- As ações de fiscalização e sanções parecem estar ligadas à queda do desmatamento, que também traz impactos para a biodiversidade e as emissões de gases, com 30% das Terras Indígenas registrando desmatamento pelo menos uma vez em 2025.
O desmatamento no Brasil atingiu o menor nível desde 2019, segundo o MapBiomas. Em 2025, foram 985 mil hectares de vegetação nativa perdidos, marcando a primeira vez abaixo de 1 milhão de hectares. A queda foi de 20% frente a 2024, com reduções em todos os biomas.
A área desmatada corresponde a 112 campos de futebol por hora, ou a 17 parques do Ibirapuera ao dia, destacando a evolução gradual no monitoramento. O Pantanal registrou a maior redução, de 48%.
No Cerrado, o epicentro do desmatamento, ficou com mais da metade da área total desmatada no ano. Sozinho, abrigou 540 mil hectares a menos de vegetação nativa.
Cerrado e Amazônia em foco
A Amazônia registrou queda média de 23,5% em relação a 2024, embora tenha mantido a segunda posição entre os biomas mais desmatados. A redução ocorreu mesmo com o fluxo contínuo de atividades agropecuárias na região.
Houve ainda redução de cerca de 22% no desmatamento dentro das Unidades de Conservação e de Terras Indígenas (TIs). Em 2025, 30% das TIs tiveram ao menos um evento de desmatamento.
Fronteira agrícola e causas
A expansão agropecuária respondeu por 99% da perda de vegetação nativa, e 97% nos últimos sete anos, conforme o levantamento. A região de Matopiba concentrou 52% de toda a área desmatada, liderando o ranking de destruição.
Marcas de origem da expansão incluem milho, soja, algodão e pecuária voltados à exportação. Outros fatores mencionados são garimpo na Amazônia, projetos de energia renovável na Caatinga e o crescimento urbano, sobretudo no Cerrado e na Amazônia.
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