- A Ucrânia não deve alterar muito a área plantada de milho neste ano, mas pode reduzir o uso de fertilizantes no milho em 2027, segundo uma autoridade.
- A guerra no Irã elevou os preços de gás e petróleo, aumentando o custo dos fertilizantes produzidos a partir deles.
- A área dedicada ao milho para 2026 deve ficar próxima de 4,4 milhões de hectares; a perspectiva para 2026 ainda não foi divulgada.
- O UAC, principal sindicato de agricultores, estima safra de milho entre 31 e 32 milhões de toneladas em 2026, estável frente a 2025.
- As importações de fertilizantes aumentaram quase 14% em 2025, para 3,3 milhões de toneladas, com a ureia elevando os preços domésticos em cerca de 65% desde o início do ano.
O conflito recente envolvendo o Irã elevou os preços de gás e petróleo, o que, por consequência, aumenta o custo dos fertilizantes derivados. Na Ucrânia, isso pode influenciar decisões de plantio apenas a partir de 2027. Enquanto isso, a área plantada neste ano continua estável.
Taras Vysotskiy, vice-ministro da economia da Ucrânia, afirmou à Reuters que ajustes significativos na área cultivada de milho devem ocorrer apenas em 2027. Para 2026, o Ministério da Economia mantém a previsão de área próxima a 4,4 milhões de hectares, sem anúncio de nova projeção oficial.
O UAC, principal sindicato de agricultores, projeta uma safra de milho entre 31 e 32 milhões de toneladas em 2026, estável frente a 2025, que teve expansão para 31 milhões de toneladas. A estimativa anterior previa preservação da área com milho.
Antes da crise na região, a Ucrânia era grande produtora e exportadora de milho, mas dependia fortemente de fertilizantes. A produção caiu parcialmente pela alta de custos e por ataques a instalações de gás e fertilizantes, aumentando importações.
Relatos da imprensa local indicam crescimento de 14% nas importações de fertilizantes em 2025, para 3,3 milhões de toneladas, ante 2,9 milhões em 2024. A elevação reflete menor produção doméstica e maior custo logístico.
Kostyantyn Kinzhalov, analista da Barva Invest, em Kiev, informou que os preços domésticos da ureia subiram 65% desde o começo do ano e 43% desde o fim de fevereiro. Ele acrescentou que o mercado global ficou mais restrito, mas muitos produtores já tinham feito estoques antes do Irã, reduzindo impactos imediatos na colheita atual.
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