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Pistache argentino cresce 500% e atrai grandes investidores

Argentina avança na produção de pistache, cresce 500% e entra no mapa global para atender déficit previsto, atraindo investidores

Castanhas de pistache
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  • O pistache, conhecido como “ouro verde”, tem demanda global crescente de cerca de 6,5% ao ano, com oferta estática; prevê-se déficit de 250 mil toneladas em 2040, o que sustenta preços estáveis.
  • Na Argentina, a área plantada cresceu 500% nos últimos anos, alcançando entre sete mil e nove mil hectares, com a região de San Juan respondendo sozinha por cerca de 90% da produção nacional (estimada em 6.500 hectares).
  • O mercado interno registrou aumento expressivo de importações de pistache descascado, crescendo cerca de 17.000% no último ano, impulsionado por aplicações na indústria de sorvetes, alfajores e doces.
  • A consolidação no setor envolve players como Frutos del Sol (líder com 1.100 hectares e exportação de 1,6 milhão de quilos/ano), SolFrut (1.100 hectares) e empresas como Pisté S.R.L. e Prodeman; há atuação de investimento via modelos de financiamento e tokenização promovidos pela AgroFides.
  • O produtor recebe remuneração próxima de US$ six por quilo, com retorno esperado entre 14% e 20% ao ano em dólares; objetivo de produção médio de 3.500 quilos por hectare, com picos de até 6.000 quilos.

O pistache, chamado de “ouro verde”, ganha espaço como investimento e alimento. A produção argentina passou de tendência a polo estratégico, diante da demanda global que cresce a 6,5% ao ano e da oferta que não acompanha esse ritmo.

Dados do USDA e do International Nut Council indicam déficit entre oferta e demanda em 2040, estimado em 250 mil toneladas. O cenário sustenta preços estáveis e o pistache vira ativo de baixo risco.

A Argentina cresce na entressafra e amplia sua área plantada. A superfície cultivada avançou 500% nos últimos anos, entre 7.000 e 9.000 hectares, segundo o INTA. San Juan lidera com 6.500 hectares, quase toda a produção nacional.

O mercado interno registra aquecimento. Importações de pistache sem casca cresceram 17.000% no último ano, puxadas por sorvetes, alfajores e doces que incorporam o fruto na cadeia de consumo.

Exportação é o motor do setor. Rendimentos médios entre 3.500 kg por hectare ajudam a projetar a Argentina como referência do hemisfério sul, com tecnologia de irrigação e rastreabilidade para atender demanda global.

Principais players e estratégias

A consolidação resulta de empresas que transformaram um experimento dos anos 1980 em indústria exportadora. O grupo Pisté S.R.L., de Marcelo Ighani, processa 80 mil sementes anuais da Califórnia e Arizona, com plantas híbridas UCB1 para base de produção.

A Frutos del Sol é líder em volume, com 1.100 hectares e exportação de 1,6 milhão de kg/ano. A empresa atua em integração vertical, desde plantas até derivados como óleo e pasta de pistache, com operação na Europa.

Pistachos de los Andes, desde 1998, ampliou de 75 para 300 hectares em San Juan, controlando todo o ciclo até o envase final para Espanha e Brasil.

SolFrut, do Grupo Phrónesis, entrou no pistache em 2019 e já soma 1.100 hectares, com produção prevista para 2027. A meta é chegar a 2.000 hectares nos próximos anos.

A Prodeman, por trás da marca Maní King, atua desde 2018 com 500 hectares em 9 de Julho, San Juan, investindo em irrigação e infraestrutura moderna.

A AgroFides, liderada por Juan Ignacio Ponelli, soma 110 hectares próprios. A empresa também utiliza fundos de investimento, com a tokenização da produção para captar recursos a partir de US$ 30 mil por hectare.

A estratégia combinada traz retorno anual estimado entre 14% e 20% em dólares, com rendimento médio de 3.500 kg por hectare, e potencial de até 6.000 kg em anos de alta produtividade.

O preço de referência para o produtor fica em torno de US$ 6 por quilo, reforçando a percepção do pistache como ativo estável. O mercado interno já sinaliza impacto relevante para a indústria brasileira e latino-americana.

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