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Exportação de soja do Brasil cai pela média diária em março

Exportação diária de soja cai 17,9% em março, aponta Secex, frente à média do mês e com atraso na colheita impactando volumes embarcados

Avaliação das exportações é da Secex
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  • Em março, a média diária de exportações de soja do Brasil até a terceira semana foi de 633,4 mil toneladas, queda de 17,9% frente a março completo de 2025.
  • No acumulado de 15 dias úteis, as exportações somaram 9,5 milhões de toneladas, ante 14,66 milhões em março inteiro do ano passado.
  • Os dados da Secretaria de Comércio Exterior divergem da projeção da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC), que estimava 16,3 milhões de toneladas no mês.
  • A ANEC havia indicado riscos geopolíticos, como o fechamento do Estreito de Ormuz, e foram divulgadas dificuldades com certificados fitossanitários, levando o Ministério da Agricultura a enviar uma missão à China.
  • A colheita brasileira de soja já alcança cerca de setenta por cento, com a safra estimada em aproximadamente 180 milhões de toneladas.

A exportação de soja do Brasil não atingiu o ritmo típico de março: a média diária até a terceira semana foi de 633,4 mil toneladas, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O dado foi divulgado nesta segunda-feira (23).

Em 15 dias úteis do mês, as exportações registradas somaram 9,5 milhões de toneladas, ante 14,66 milhões em março inteiro de 2024. A média diária indica queda de 17,9% frente ao mês completo do ano anterior.

A Secex utiliza os registros de exportação, não os embarques efetivos, para calcular esse total. A divulgação contrasta com a projeção da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), que estimava 16,3 milhões de toneladas para março.

Projeções vs dados

A Anec atualizava as estimativas semanalmente, com base em embarques e programação de navios, até a semana anterior. Mesmo assim, o órgão apontou riscos geopolíticos ligados ao Estreito de Ormuz, que poderia afetar o escoamento para o Irã e demais países do Golfo.

Outro fator que influenciou o mercado foi a suspensão das exportações da Cargill para a China, por dificuldades na emissão de certificados fitossanitários do produto brasileiro. Agravou a percepção de volatilidade no mês de março.

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, informou que não houve relaxamento da fiscalização fitossanitária da soja destinada à China. Exportadores reclamaram de mudanças no processo que teriam dificultado as emissões de certificados.

Mais sobre o contexto

O Ministério da Agricultura enviou uma missão à China para tratar do tema a partir desta segunda-feira. Paralelamente, as exportações brasileiras enfrentaram interrupções por chuvas, que atrapalharam colheita e embarques nos portos.

Atualmente, o Brasil já colheu cerca de 70% da safra de soja, estimada em aproximadamente 180 milhões de toneladas. O cenário aponta para desafios contínuos na logística e certificação, com impactos nas projeções de exportação.

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