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Fazendeiros de Iowa trocam porcos por cogumelos

Fazenda da Iowa troca mais de 8.000 porcos por cogumelos, com apoio da Transfarmation Project, buscando independência de grandes grupos e bem-estar dos produtores

1100 Farm in Iowa, seen from the air.
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  • A fazenda 1100 Farm, em Iowa, substituiu a criação de porcos por cultivo de cogumelos lion’s mane e ostra, deixando de abrigar mais de oito mil animais por ano.
  • A mudança ocorreu com apoio do Transfarmation Project, da Mercy for Animals, que orienta agricultores a migrar de pecuária industrial para modelo independente e sustentável.
  • O grupo oferece orientação sobre adaptar infraestrutura existente, mercado, site, marca e venda direta ao consumidor, além de conceder bolsas para pesquisa e inovação.
  • Hoje, a produção inclui cogumelos exóticos e produtos como tinturas e sais, vendidos diretamente aos clientes pela internet.
  • A motivação envolve que o sistema CAFO (criação intensiva) prejudica o meio ambiente e a saúde mental de agricultores, mostrando que outra forma de negócio é viável.

A fazenda 1100 Farm, em Iowa, trocou a criação de porcos pela produção de cogumelos. O pedido de mudança partiu do sexto geração da família Faaborg, que viu na transição uma forma de reduzir impactos ambientais e melhorar a saúde mental dos produtores. O novo negócio começou a tomar forma em 2019, com a parceria da Transfarmation Project.

O modelo anterior envolvia mais de 8 mil porcos por ano, em uma estrutura de criação intensiva. O irmão mais velho de Tanner Faaborg trabalhava com centenas de milhares de animais em cinco condados, mas passou a apoiar a mudança e hoje está entre os principais produtores da nova operação.

A Transfarmation Project, ligada à Mercy for Animals, orienta produtores na adaptação de infraestrutura para outras culturas, além de oferecer assessoria de mercado, branding e venda direta ao consumidor. A cada etapa, a organização também financia pesquisas e empréstimos para a transição.

A fazenda agora cultiva cogumelos funcionais, como o Lions mane e o pink oyster, para a produção de itens como tincturas e sais vendidos online. Buscam, assim, um modelo mais autônomo, sem contrato com grandes empresas de carne.

Segundo a organização, a mudança visa reduzir o impacto ambiental da agropecuária, além de lutar contra o desgaste mental causado pelo Cafo (confinamento de animais). O relato de Faaborg evidencia uma tendência de agricultores que buscam autonomia econômica e menos dependência de grandes frigoríficos.

Para a família Faaborg, a transição não foi simples: o pai trabalhou como soldador por quatro décadas e a cabeça da família mantinha o estilo de vida rural tradicional. A decisão nasceu da percepção de que é possível manter a dignidade do trabalho e a produção de alimentos de forma sustentável.

A Transfarmation Project afirma que o objetivo não é apenas a mudança de uma fazenda, mas mostrar a viabilidade de um sistema agroalimentar mais independente. Ao longo dos anos, tem apoiado produtores que desejam abandonar o modelo industrial.

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