- 24 pessoas foram identificadas mortas após o incêndio no bar Le Constellation, em Crans-Montana, Cantão do Valais, na noite de Ano Novo; entre as vítimas, onze menores e seis estrangeiros.
- O fogo teve início por volta de 1h30 de 1º de janeiro, no subsolo do bar frequentado por turistas, muitos jovens.
- A promotoria aponta que a origem pode ter velas colocadas sobre garrafas de champanhe, próximas ao teto; também são avaliadas a espuma isolante que revestia o teto e possíveis impactos na segurança.
- Dois gerentes franceses são acusados de homicídio por negligência, lesões por negligência e incêndio por negligência; a investigação analisa obras feitas no porão em 2015.
- Vítimas feridas foram transferidas para hospitais na França, Bélgica, Alemanha e Itália; houve uma missa em memória e uma marcha silenciosa em Crans-Montana.
Dois- a polícia regional da Suíça confirmou a identificação de 24 vítimas entre as 119 pessoas feridas e as 40 mortas no incêndio ocorrido na noite de Ano Novo em Crans-Montana, no cantão de Valais. O fogo atingiu o bar Le Constellation por volta de 1h30 do dia 1º de janeiro, horário local.
Entre as identificações, estão onze menores de idade e seis estrangeiros. As autoridades haviam informado, no sábado, que já tinham sido reconhecidas 24 identidades. A lista divulgada neste domingo inclui quatro mulheres e seis homens suíços, com idades entre 14 e 31 anos; dois italianos de 16 anos; um francês de 39; um cidadão de dupla nacionalidade italiana e emiradense de 16; um romeno de 18 e um turco de 18.
Os dados oficiais mostram ainda que 113 feridos foram formalmente identificados até sexta-feira: 71 suíços, 14 franceses, 11 italianos, além de cidadãos de Sérvia, Bósnia, Bélgica, Luxemburgo, Polônia e Portugal. Diversos pacientes severamente queimados foram transferidos para hospitais na França, Bélgica, Alemanha e Itália.
Investigação e identidades
A promotoria regional informou que duas pessoas, ambos franceses, são alvo de investigação por homicídio e lesões por negligência, além de incêndio por negligência. O foco inicial envolve as obras realizadas no porão em 2015, os materiais usados e as medidas de segurança, incluindo a espuma isolante do teto.
A promotora Béatrice Pilloud ressaltou que a instrução também avalia se a espuma contribuiu para a propagação do fogo. A documentação do estabelecimento está sendo analisada pelo município, enquanto não há condenação presumida. Não houve prisão preventiva anunciada para os investigados.
Em Crans-Montana, uma missa em memória às vítimas ocorreu neste domingo, seguida de uma marcha silenciosa. Centenas de pessoas participaram na capela próxima ao local, enquanto a cidade de temperaturas negativas manteve residentes e visitantes reunidos para demonstrar solidariedade.
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