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MPF suspende concurso de professor de Libras em SC após denúncia de surdos

MPF suspende temporariamente o concurso para professor de Libras do IFC após denúncia de 45 candidatos surdos sem intérpretes e falhas de acessibilidade

O reitor Rudinei Kock Exterckoter (à esquerda) do Instituto Federal Catarinense (IFC) suspendeu concurso público para professor de Libras da instituição após recomendação expedida pelo Ministério Público Federal (MPF). Foto: Reprodução - redes @IFC - Instituto Federal Catarinense
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  • O Ministério Público Federal recomendou a suspensão imediata das próximas etapas do Concurso Público nº 001/2026 para professor de Libras do Instituto Federal Catarinense por 90 dias, após denúncia de 45 candidatos surdos sobre falhas de acessibilidade.
  • A denúncia aponta ausência de tradutores e intérpretes, tablets inadequados para visualização de vídeos em Libras, falhas na qualidade das traduções e falta de guia-intérprete para candidatos surdo-cegos.
  • Também há relatos de dificuldades de compreensão do edital em Libras e de descumprimento de parâmetros técnicos de acessibilidade.
  • A seleção oferecia três vagas para professor de Libras nos campi Sombrio, Brusque e Abelardo Luz, com salários que podem ultrapassar R$ 9 mil para mestres.
  • A recomendação ressalta que, se as irregularidades forem confirmadas, o MPF poderá adotar medidas para anular as etapas afetadas do concurso.

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou a suspensão do Concurso Público nº 001/2026 para professor de Libras do Instituto Federal Catarinense (IFC) e o reitor Rudinei Kock Exterckoter acatou a medida neste domingo, 7. A decisão ocorreu após uma denúncia de 45 candidatos surdos relatando falhas de acessibilidade nas provas.

Segundo o MPF, haveria indícios de irregularidades que poderiam comprometer a igualdade entre os participantes. Entre os pontos apontados estão a ausência de tradutores e intérpretes solicitados previamente, tablets inadequados para visualização de vídeos em Libras e falhas na qualidade das traduções. Também houve registro de ausência de guia-intérprete para candidatos surdo-cegos.

A recomendação solicita a suspensão imediata das próximas etapas do certame por 90 dias e alerta sobre a possibilidade de medidas administrativas ou judiciais em caso de descumprimento. O órgão cita ainda alegações de problemas de comunicação, distribuição inadequada dos participantes em salas e falhas na acessibilidade do edital em Libras.

A seleção oferecia três vagas para professor de Libras nos campi de Sombrio, Brusque e Abelardo Luz, com salários que podem superar R$ 9 mil para mestres. A denúncia também menciona uma candidata que realizou a prova em Concórdia e relatou dificuldades com gravação de vídeo e ética profissional, segundo o MPF.

Contexto e desdobramentos

Para os denunciantes, a suspensão representa avanço, mas não a solução final. A expectativa é pela anulação integral do certame e pela retomada com acessibilidade plena, conforme a lei, sem prejuízo aos candidatos com deficiência.

Entre os relatos, estão relatos de atrasos na prova, dificuldades de leitura da prova para pessoas surdo-cegas mesmo com guia-intérprete previamente solicitado, além de relatos sobre deslocamento de candidatos entre cidades. Familiares acompanharam parte do processo, segundo as informações recebidas pela imprensa.

O IFC atua nos campi identificados no estado de Santa Catarina. A recomendação do MPF ressalta que, se as irregularidades forem confirmadas, podem ocorrer a anulação de etapas específicas do concurso. A instituição não comentou detalhes adicionais neste momento.

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