- O arcebispo de New Orleans, Gregory Aymond, participou da primeira de dez reuniões coletivas com sobreviventes de abuso sexual por parte do clero, parte de um acordo de US$ 305 milhões para cerca de 600 vítimas.
- As reuniões em grupo estão previstas para ocorrer duas vezes por dia, durante cinco dias, a partir de 6 de fevereiro, como parte de termos não monetários do acordo.
- O objetivo é ouvir os sobreviventes em um ambiente diferente de tribunal; Aymond afirmou querer levar o que for ouvido à oração.
- O primeiro encontro enfrentou pequenos contratempos, como endereço errado no site e a decisão de não contar com um facilitador contratado; as vítimas também puderam levar seus próprios representantes.
- O acordo de falências prevê, além das reuniões, cartas de desculpas, remoção de itens que honrem clérigos alvo de denúncias, publicação de relatos no site da arquidiocese e espaço de lembrança para sobreviventes.
O arcebispo de Nova Orleans, Gregory Aymond, reuniu-se nesta semana pela primeira vez com sobreviventes de abuso sexual cometido por clérigos, em uma sede administrativa da arquidiocese. O encontro faz parte de uma série de 10 sessões em grupo como parte de um acordo de oito dígitos para reparar vítimas de décadas de abusos. O caso tramita sob proteção de falência federal da arquidiocese, com resolução prevista para atender cerca de 600 sobreviventes.
O acordo, aprovado em dezembro, envolve um pagamento de aproximadamente 305 milhões de dólares. Além das sessões em grupo, o acordo prevê encontros individuais com o arcebispo, cartas de desculpas aos sobreviventes e a remoção de homenagens a clérigos sob credenciais de abuso. A arquidiocese também se compromete a divulgar relatos de sobreviventes em seu site.
Detalhes do encontro e do cronograma
Os encontros em grupo ocorrerão em fevereiro, com dois atendimentos diários ao longo de cinco dias. A programação, divulgada pela arquidiocese em janeiro, coincidiu com a temporada de Carnaval na cidade, o que gerou críticas de alguns sobreviventes quanto à logística. Aymond afirmou que a urgência decorre da proximidade de sua aposentadoria.
No primeiro grupo, esteve presente Andre Fourroux, que aponta a necessidade de incluir indivíduos na lista de credenciados pela arquidiocese. Fourroux destacou que muitos sobreviventes não foram ouvidos adequadamente no passado. A sessão inicial teve falhas organizacionais, incluindo o endereço incorreto divulgado pela igreja, e a presença de um motorista para buscar os participantes, além da decisão de não usar facilitadores contratados nem advogados presentes durante as reuniões.
O caso de abuso envolvendo o ex-padre Joseph deWater também foi citado durante a cobertura. DeWater foi contatado pela imprensa em 2021 e posteriormente recebido por correspondência de Aymond sobre uma investigação, embora ele tenha negado as acusações e não tenha sido incluído na lista oficial da arquidiocese de clérigos com credenciais de abuso. A demanda por inclusão adicional permanece entre as considerações dos sobreviventes.
A ordem de indenização envolve também a seguradora principal dos membros da igreja, que assinou acordo para contribuir com recursos adicionais, elevando o total de reparação. O acordo permite que qualquer pessoa que tenha feito uma reclamação ou alegue abuso pelo clero possa solicitar encontros com Aymond, mantendo a finalidade de ouvir os relatos e esclarecer dúvidas em um espaço distinto de um tribunal. Além disso, a arquidiocese deverá criar um “lugar de rememoração” em sua sede para todos os sobreviventes.
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