- Quarenta e seis famílias entraram com ação civil contra a Bright Horizons, em um berçário de Finchley Road, no norte de Londres, alegando falhas de proteção infantil associadas a Vincent Chan.
- Vincent Chan, de 45 anos, reconheceu 56 crimes, envolvendo 10 meninas e 6 mulheres, com julgamento marcado para 12 de fevereiro.
- As famílias afirmam que houve uma cultura de desconsiderar sinais de alerta por parte da instituição, e buscam responsabilização civil da Bright Horizons, além de possível ação contra a rede como entidade corporativa.
- Camden Safeguarding Partnership conduz uma revisão de prática de proteção infantil no berçário; cerca de 700 crianças frequentaram o local entre 2017 e 2024.
- A Bright Horizons disse lamentar o ocorrido, apoiar a revisão de salvaguarda e colaborará com o processo, reforçando que o incidente não reflete a atuação da maioria dos profissionais da rede.
Vincent Chan, 45, está sob custódia enquanto enfrenta nova sequência de acusações por abuso de crianças em uma creche de Londres, já fechada. Chan abusou de meninas entre dois e quatro anos durante o período em que trabalhou na Bright Horizons da Finchley Road, West Hampstead. A ação envolve famílias de vítimas que buscam reparação civil contra a instituição.
Ao todo, 46 famílias integram a ação, segundo a firma de advogados Leigh Day, que inicialmente havia registrado 12 famílias. Os representantes afirmam que o caso expõe falhas sistêmicas em recrutamento, supervisão e proteção de crianças por parte de provedores de cuidados infantis, com sinais de alerta sendo negligenciados ao longo do tempo.
As partes alegam quebra de contrato por falhas de proteção, além de negligência e crueldade, e pedem responsabilização da Bright Horizons no âmbito civil. Também há demanda para que o conselho de Camden investigue a possibilidade de processar a empresa. A prática de proteção infantil local está sendo revisada pela Camden Safeguarding Partnership.
Chan admitiu 30 novas acusações no tribunal de Highbury Corner, envolvendo 10 meninas e seis mulheres, referentes a crimes fora da creche. O réu já havia reconhecido 56 delitos aos quais se declarou culpado, com a sentença prevista para 12 de fevereiro. O caso atual não envolve apenas a creche, mas também uso de dispositivos da instituição para facilitar os crimes.
Os familiares das vítimas afirmam buscar responsabilização pela suposta falha de proteção que permitiu os delitos durante anos. A ação civil envolve ainda recursos para compensação e medidas de melhoria de procedimentos de segurança. Os detalhes sobre o número total de crianças afetadas são discutidos pelos advogados, que acompanham o caso.
Entre 2017 e 2024, aproximadamente 700 crianças frequentaram a Bright Horizons na Finchley Road, período abrangido pela investigação. A rede Bright Horizons declarou que a segurança das crianças é a prioridade e que apoia o processo de revisão de proteção infantil, mantendo-se disponível para contribuir com as avaliações. A instituição ainda não comentou sobre a ação civil em curso.
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