- Um homem recebeu sete meses de prisão suspensa, multa de mil e duzentos euros e deve pagar seiscentos e vinte e cinco euros a cada uma das vítimas; o caso envolve filmagens secretas no vestiário, ginásio e duchas do time feminino do Altach.
- Aproximadamente trinta jogadoras foram identificadas nas imagens; o crime aconteceu em Altach, Áustria, com o julgamento ocorrendo na corte regional de Feldkirch.
- O Ministério Público pode recorrer da decisão; o réu reconheceu a sentença.
- A repercussão incluiu críticas públicas de Eleni Rittmann e pressão por medidas de segurança adicionais no clube; o Altach disse estar implementando ações em conjunto com a Federação Austríaca de Futebol e a Federação Desportiva Austríaca.
- O acusado atuou no Altach entre 2020 e 2025; o clube pretende apresentar, em março, medidas de proteção adicionais após a investigação.
Agressão à privacidade de jogadoras: um homem foi condenado em Feldkirch, na Áustria, a sete meses de prisão em regime suspenso e a uma multa de 1.200 euros. Além disso, deverá pagar 625 euros a cada vítima como compensação. A sentença incluiu também a proibição de novas ações similares por parte do réu.
O réu foi considerado culpado por ter feito vídeos e fotografias secretas no vestiário, na academia e nas duchas do time feminino do Altach. O clube atua na primeira divisão austríaca e o crime ocorreu entre 2020 e 2025, segundo a acusação.
Ao todo, aproximadamente 30 jogadoras foram identificadas nas imagens e fotografias. O processo ocorreu na presença de testemunhas e das vítimas, que relataram abalo emocional e a sensação de invasão da privacidade. O caso gerou intenso debate sobre segurança de atletas.
Reação e desdobramentos
A repercussão gerou indignação entre ex-jogadoras, incluindo uma atleta que hoje atua pela Evian, que afirmou sentir o peso da punição e questionou se a sanção serve como impedimento eficaz para futuras infrações. A ministra do Esporte, Michaela Schmidt, classificou os atos como repulsivos e ressaltou que mulheres não devem ficar desprotegidas mesmo dentro de estruturas esportivas.
O Ministério Público informou que pode recorrer da decisão. O advogado de defesa sustentou que as fotos não foram repassadas a terceiros e que os arquivos já foram apreendidos e destruídos, conforme registrado no processo.
Medidas e próximos passos
O Altach informou que tem atuado para apoiar as jogadoras e que, desde fevereiro, está implementando medidas adicionais de proteção. A diretoria, em conjunto com a Federação Austríaca de Futebol e a Federação Australiana de Esportes, quer apresentar reforços de segurança em março. A instituição também afirmou que manterá o acompanhamento do caso.
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