- Harrods encerra o esquema de compensação para sobreviventes de abuso alegado pelo ex-proprietário Mohamed Al Fayed, com fechamento previsto para 31 de março, antes da conclusão da investigação interna.
- A defesa dos sobreviventes critica a decisão, dizendo que houve motivação financeira e não de justiça.
- Mais de 220 pessoas já buscaram o redress, e mais de 70 receberam compensação; submissões parciais continuarão a ser consideradas após a data.
- O esquema foi criado em março do ano passado, para oferecer uma alternativa à litigância, sem avaliação médica e com base em evidências documentais; oferece indenizações de até £ 200 mil, com pagamentos adicionais para impacto no trabalho e custos de tratamento.
- A polícia informou que 111 mulheres fizeram acusações contra Al Fayed, com a mais jovem possivelmente aos 13 anos; o esquema foi desenvolvido em conjunto com advogados e representantes das sobreviventes.
Harrods encerra o esquema de compensação para sobreviventes de suposto abuso sexual cometido pelo ex-proprietário Mohamed Al Fayed. O fechamento ocorreu na terça-feira, 31 de março, antes de a loja concluir a investigação interna sobre o que aconteceu e quem soube do caso.
A iniciativa, criada em março do ano passado, oferecia uma alternativa à via judicial para as sobreviventes. Mais de 220 pessoas já haviam participado do esquema, segundo a rede de varejo, com mais de 70 beneficiárias já recebendo pagamentos. A medida foi anunciada após a divulgação de um documentário da BBC sobre o tema.
Dois aspectos seguem em avaliação: o andamento da investigação interna da Harrods e as motivações por trás do encerramento do programa. O advogado Kingsley Hayes, representando quase 280 sobreviventes, questiona se a decisão não foi movida por fatores financeiros, antes de haver conclusão oficial sobre responsabilidades.
Detalhes do esquema e desdobramentos
O esquema foi desenvolvido com a MPL Legal e financiado pela Harrods, permitindo que as vítimas apresentassem evidências documentais sem necessidade de avaliação médica. Entre as formas de reparo estavam indenizações gerais de até 200 mil libras e pagamentos por impacto no trabalho, entre outros.
A polícia Metropolitana informou, em dados anteriores, que 111 mulheres apresentaram acusações envolvendo Al Fayed, com a jovem mais nova estimada em 13 anos na época. Em materiais disponíveis no site do esquema, a Harrods expressa desculpas e observa que o programa é uma das opções de reparação, não a única.
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